Pessoal, aprendi sobra transistores bipolares na faculdade esse semestre... e tem um trabalho que preciso apresentar na protoboard, algum projeto com um transistor...
Eu quero apresentar o Mini fuzz do bertola, já que os interruptores ldr/rele etc já estão muito manjados...
Gostaria de uma ajuda pra enteder como o transitor, amplificando o sinal do áudio, satura fazendo o fuzz...
Por favor, preciso desta ajuda! Não poupem termos complexos! Já estou pesquisando livros/google
Obrigado
Esse assunto também me interessa! Vou arriscar, acho que no caso, quando o transistor não pode amplificar mais do que o seu ganho (hFe), a onda sonora da guitarra fica achatada, assim distorcendo a mesma, embora o objetivo dele seja amplificar o máximo sem distorcer. Se a gente configura ele para trabalhar além do seu limite, ele satura o sinal. Por isso o som do fuzz é tão marcante, no caso a drive é da saturação de um transistor, diferente de diodos achatando a onda. Agora em cálculos, vou ter que dar uma olhada no meu caderno do curso, é muita fórmula, rs.
Deixa eu ver se estou entendendo...
Quando manda ele atuar num ganho maior que o seu hFE ele clipa o som? por que ocorre isso? e quando?
Como no exemplo das imagens?
(http://www.musitec.com.br/images/geral/25_5_2005_0_34_11_GTRCleanFull.jpg)
(http://www.musitec.com.br/images/geral/25_5_2005_0_36_6_GTRTubeFull.jpg)
(http://www.musitec.com.br/images/geral/25_5_2005_0_38_47_GTRTransistorFull.jpg)
Exatamente! Se não houvesse essa saturação o pedal funcionaria como um booster de volume. Nesse caso, o transistor chegou ao seu limite, por isso a onda fica quadrada. Imagine uma prolongação dela no eixo Y. No transistor utilizado, essa prolongação não é possível, porque o máximo desse eixo (no caso Y do vértice, no caso, decibéis) já foi alcançado, por isso você perde a fidelidade das notas e do sinal e tudo mais. Por isso o Fuzz é bem distorcido. Se você ver os datasheets de transistores ele tem o Max input & output current, que define o sinal de entrada minimo e máximo. Se for ultrapassado ele "satura".
Olá, gente! Analisei o circuito aqui rapidinho, por favor me corrijam se eu estiver falando algo errado, mas me parece que funciona assim:
Os resistores R1 e R2 polarizam o Darlinton NPN. P1 é o controle de volume.
C1 é o acoplamento de entrada e impede que algum sinal DC mude a polarização do transistor.
C2 e o acoplamento de saída, que tem a mesma função da entrada, praticamente.
O diodo D1 cria uma realimentação, jogando um semi-ciclo do sinal amplificado pelo Darlinton de volta para a base,
fazendo com que essa parcela do sinal seja reamplificada e volte para a base, num processo cíclico, que dá mais ganho ao circuito.
Essa combinação de realimentação + par darlinton joga o ganho nas alturas, distorcendo o sinal, dando o som de fuzz que a gente tanto gosta.
É importante lembrar também que a realimentação feita pelo diodo é limitada, por causa da queda de tensão no diodo.
Diodos com uma queda de tensão maior, como por exemplo LEDs, causam uma realimentação menor e tendem a dar um sinal com menor distorção, uma distorção mais suave.
Enquanto diodos com uma queda de tensão menor tendem a causar uma realimentação maior e consequentemente uma distorção mais dura.
Além disso, o sinal na saída do mini fuzz está deslocado de 180º por utilizar a configuração de emissor comum do transistor. (rckt
Hummm interessante, valeu pessoal...
Agora uma dúvida que ainda não entendi... num gráfico com saturação da curva do transistor ficaria como? Eu não consigo vizualizar isso...
Por etapas... vamos assim...
- O sinal da guitarra entra, passando por C1, do qual atua como um isolante DC pra evitar que mude a polarização do transistor..
- Se colocasse um potenciometro ali na entrada, na base do transistor, ele atuaria como um "limitador" de corrente a ser amplificada, correto?
- Se imaginarmos como o gráfico que mostrei ali da onda senoidal, se ele passa acima do limite de corrente do transistor, ele corta esse sinal, fazendo o hard clipping, isso ta certo?
- Quando o sinal sai, coloca-se o diodo alí no coletor do transistor, fazendo a realimentação pela base, aumentando ainda mais o ganho e cortando ainda mais por causa do limite do transistor?
- Quanto maior a queda do transistor menor é a realimentação pois o diodo só deixa passar o sinal acima de 0,7v?
- Como a polarização do transistor atuaria na clipagem ou ganho? nesse caso?
Obrigado pessoal, estão me ajudando muito!
Shinnu, OTIMA explicação, so uma pergunta, gostaria muito de aprender a entender de circuitos assim como voce, tem alguma literatura para indicar? voce estuda engenharia ou algo do tipo?
Não seria a realimentação provida pelo diodo/LED uma realimentaçào negativa, assim como costumamos ver nos circuitos do tipo Tube Screamer (no caso do TS, usa-se um Amplificador Operacional)? A parte do sinal que "volta" já cria uma situação de "nào-linearidade" no ganho do circuito, um severo achatamento da parte superior do ciclo, causando uma distorção harmônica bastante assimétrica.
Nesse caso do Minifuzz, quanto menor o limite de tensào do diodo/LED, mais "ceifado" será o sinal e consequentemente mais distorcido e com o nível de saída mais limitado será a saída. Ou seja, com LED's teremos menos distorção que com diodos de Si, e com diodos de Si menos distorção que com diodos de Ge. Assim creio, que nesse caso específico, a distorção ficaria mais a cargo dessa realimentação do que propriamente de usar a parte nào linear da curva de ganho do Darlington para saturá-lo.
Foi o que me pareceu, mas por favor, corrijam-me se estiver equivocado, ok?
to adorando esse papo (rckt (rckt (rckt (rckt (rckt (rckt
Mensagem Mesclada
Deixa eu entender o que foi falado ( com o conhecimento tecnico do Sac da empresa de para-quedas)
Transistor,
o sinal entra pela base do transistor, o capacitor polariza o NPN, a alimentação e feita pelo coletor , cujo qual tem resistores para normatizar afim de preservar a caracteristica de aplicação do mesmo, onde o coletor ( to olhando o datasheet da fairchild) tornasse o out do transistor , o diodo clipa o sinal proveniente do in e mistura ao sinal emitido pelo transistor , cujo o mesmo vai para o in put do potenciometro.o emissor se torna o gnd
pergunta ( sei que pode ter sido ja respondida , mas tem termos tecnicos demais para meu conhecimento )
O sinal de in e out do transistor sempre recebe corrente , no caso 9v?
O emissor do mesmo emite ( _ infame ) algum sinal, devido haver um resistor que faz ponte com o input , ou e ele quem faz a realimentação para crunchear o transistor?
e que to no meio de um projeto proprio , e começei retirando todas as partes do fuzz , deixando apenas o transistor e apartir dai fazer um mod.
Anaksun,
Estude bem como funciona um transistor bipolar, acho que vai ajudar até na formulação de suas perguntas!
Depois, nesse caso do Minifuzz, vai observar que o transisto chamado Darlington na verdade é formado por um par de transistores bipolares acoplados de forma específica fazendo com que o ganho dentro da resposta linear seja aumentado barabaramente.
Os termos técinicos ajudam bastante a se ter uma idéia muito específica do objeto em questào, portanto, creio que eles nào estão aó para atrapalhar ninguem. :D
Entào, enrolei, enrolei e nào respondi o que perguntou...rs
Mas foi por nào ter entendido mesmo suas perguntas, ok?
(http://www.faqs.org/docs/electric/Semi/03108.png)
se fossemos fazer isso na unha , teriamos que usar dois transistores para fazer o serviço de um par Darlington ( vo botar o nome do meu filho desse , Afonso ParDarlington da Silva,_) :'( :'( :'(
o que perguntei tem haver com o caminho do sinal ( por isso dos termos tecnicos _ ) de input, pelo diagrama ja saquei como ele se realimenta , e internamente.... dai sai um som distorcido, valeu cara , no mini fuzz os resistores determinam o ganho ?
Eu creio que o Darlington tenha sido escolhido aqui por causa do altíssimo hfe possível com apenas um componente ativo. Assim seria mais fácil conseguir ultrapassar o ponto de tensão do diodo ou LED fazendo com que ele limtite o ganho apenas nessa parte do ciclo positivo da forma de onda do sinal de áudio. No que voce corrompe a forma de onda desse jeito, achatando-a apenas na parte de cima, gerará uma variedade de harmônicos, deixando o som da guitarra bem mais "cabeludo"(fuzzy) e comprimido, o que dá a sensação de sustentação.
Brigado pelos elogios, gente! Eu to terminando o técnico em eletrônica, 5º período. Pretendo começar a cursar engenharia eletrônica ano que vem. Olha, de material para eletrônica, tem os livros do Boylestad. Mas o mais importante é aprender polarização de transistores, sacando isso, tudo fica tranquilo.
Então, Alex, foi isso que eu estava falando, mas acredito que a distorção também esteja relacionada a não linearidade do transistor.
abraços