Olá galera HM, estava afastado do fórum por motivos pessoais (divórcio), mas estou voltando com força total.
Bem estou planejando, fazer alguns capitadores e até já entrei em contato com alguns fornecedores de imãs, minha duvida é referente à melhor forma de imanta-los.
Estou com duas idéias em mente, a primeira seria imanta-los usando imãs de neodímio, e a segunda opção seria utilizando uma imantadora.
Gostaria de saber a opinião dos mestres aqui do fórum, sobre os pós e contras dos respectivos métodos.
Com neodímio bem forte, tipo Rare Earth Magnet, dá pra tabalhar.
O Sr Félix está bem mais por dentro de imãs!
hahaha! Valeu Mestre Alex! ;D
Com certeza o jeito mais prático, moderno e controlável é usando imãs de terra rara (neodímio).
A grande questão é quanto de carga dar?
Para isso você vai precisar de um celular com android ou ios e um aplicativo que use o magnetrômetro do celular para medir a força do "carregamento".
Quanto mais próximo a passada mais forte o Alnico fica, e quanto mais distante mais fraco.
O segredo é chegar aos esperados 65%-75% no caso dos Alnico V ou os 80%-90% no caso dos Alnico III, mais que isso, você terá problemas de abafamento.
Mas nem sempre a barrinha/pole que é vendida como V ou III é pura, então só testando até chegar e um denominador comum.
Será que dá para usar aqueles imãs de neodímio dos hd's estragados? Na santa Efigênia costumava-se vender 3 ou 4 desses hd's por 10 reais...
Quote from: viagem_mental on 19 de April de 2013, as 15:15:37
Será que dá para usar aqueles imãs de neodímio dos hd's estragados? Na santa Efigênia costumava-se vender 3 ou 4 desses hd's por 10 reais...
Já tentei fazer isso e não surtiu efeito, talvez tenha feito errado.
Não é qualquer imã de neodímio que é capaz de fazer isso.
Se procurar no próprio youtube encontrará tutoriais. Eu aproveitei um daqueles suportes de PCB, que tem haste de fixação com borboleta. Ponho um magneto de cada lado e passo a barra ou o captador single entre os dois magnetos.
Dê preferência aos N46 ou superiores, o tamanho da barrinha também conta muito.
Quote from: Alex Frias on 19 de April de 2013, as 16:04:24
Não é qualquer imã de neodímio que é capaz de fazer isso.
O imã de HD é bem 'poderoso'. Acredito que tenha que mapear bem a orientação do campo magnético para ver se é possível fazer o processo de imantação...
Meu amigo, então você precisa ver os imãs que o Félix conseguiu!
Pelo que sei o neodímio é um dos imãs mais fortes que existem, com BHmax entre 26-53 MGO,
meu tio tem dois jogados na garagem dele, que eu duvido que alguém separe, os dois são enormes, acho que esses de HD devem ser muito pequenos para isso.
Outra coisa que conta também é o tempo de exposição, já li tutoriais orientando a passar 3 ou 4 vezes o alnico entre os Nd bem lentamente.
É ruim em, :D, sem passar 1 vez lentamente já chega no limite de saturação do alnico.
Tem que passar uma vez só, rápido e bem afastado, mesmo assim varia muito, como eu disse são vários fatores, dentre eles:
-Tipo e pureza do Alnico
-Tamanho dos poles ou da barra de Alnico
-Tipo e cargas dos imãs de terra rara
-Tamanho dos imãs de terra rara
-Tempo e distância de exposição
Um magnetrômetro para medir as cargas é muito importante também, porque poles carregados demais "matam o timbre e o sustain" >;(
OLá, colegas
Qual o tamanho e formato do ímã a ser magnetizado ?
Faz tempo que eu não estudo magnetismo, mas se a gente colocar vários imãs de hd juntos, não irá aumentar o campo?
Será que é possível fazer os testes que o Felixmeirelles propôs, magnetizando e desmagnetizando as barras com esquentando as mesmas (supondo que não danificará o material). Assim, daria para ter uma boa ideia das variações no timbre...
a.sim são imas pequenos, em barras ou pinos de aproximadamente 5 ou 6 mm de diâmetro e uns 14 ou 18 de comprimento para os pino, já as barras normalmente tem uma largura em torno de 13 mm por 60 ou 61 de comprimento, a espessura varia muito mas normalmente não passa de 5 mm.
Felix então acho que é melhor se orientar pela distancia ?
Olá.
Para imantar barras tão pequenas, utilize a bobina de um transformador de força pequeno. Coloque a barra dentro do carretel e ligue a bobina em uma fonte DC ajustável cuja tensão parta do zero. Medindo a corrente pode-se ajustar a magnetização do alnico com precisão. Basta posicionar a barra, subir lentamente a tensão até chegar à corrente desejada e depois baixar a corrente até zero novamente. Todo o ciclo não leva mais de cinco ou dez segundos, que são necessários apenas para se poder monitorar a corrente, visto que a magnetização é instantânea.
Para uma " imantação " mais duradoura, recomenda-se imantar o material além do ponto desejado e depois desmagnetizá-lo até atingir-se a magnetização desejada, magnetizando-o novamente na direção oposta, invertendo-se a corrente ou a posição da barra e repetindo-se o processo usando uma corrente menor.
A barra de alnico pode ser encostada na parede do carretel, não é necessário que a barra entre justa no mesmo.
Mais fácil do que isso só criação de minhoca...
a.sim mas qual calculo faço, para saber o fluxo que esta sendo aplicado na bobina?
As curvas abaixo mostram o produto BH das ligas magnéticas comumente usadas em polos de captadores e suas respectivas curvas de desmagnetização.
Nessas curvas, o AlNiCo mais utilizado atualmente é o no. 1 aquele que incorpora Fe em sua composição, mas não tenhp absoluta certeza nessa info, portanto cautela com essa informação.
Vou procurar as curvas de "depperning" para aqueles que gostariam de desmagnetizar rapidinho os polos de suas Stratos 1954 ou Les Paul 1952 :D
(http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/curvasbh.jpg
abraços
Guilherme
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editando...
[img]http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/curvasbh.jpg)
Olá.
O valor da corrente deve ser encontrado por tentativas, já que não se sabe exatamente a curva de magnetização do alnico. Dada a empiricidade dos esquemas previamente recomendados, utilizando-se ímas permanentes, acho que será fácil encontrar o valor de corrente necessário. De qualquer modo, nunca ultrapassar com DC a máxima corrente para a qual o enrolamento foi dimensionado em AC ( imaginando que esteja sendo uada uma bobina de transformador de força ).
Não carregou a imagem, então, para quem se interessar....
http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/curvasbh.jpg (http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/curvasbh.jpg)
Obrigado mais uma vez a.sim e guilherme.
Na verdade eu tenho as curvas do alnico fornecidas pelo fabricando.
http://www.cibas.it/documents/SCHEDA_AlNiCo.pdf
pit.du, só agora lí seu post original...
Pergunto: se você já tem um fornecedor do magneto, porque você não conversa com ele sobre esse assunto ? Talvez ninguém melhor do que ele para te orientar !!!
Você vai ter que lidar com um monte de variáveis, comprimento do magneto, seção transversal do polo, constituição da liga...
Qual as caraceristicas da magnetizadora que você dispõe ? Você pretende construir uma ?
Vou ver se descubro o endereço de um eng. muito legal da empresa que fornecia os polos para a Tagima, tenho ainda umas amostras de alnico que ele me enviou.
abraços
Guilherme
Olá.
As curvas do fabricante são as curvas de " desmagnetização ", que não vão ajudar muito. Veja que os valores de H são negativos.
Como expliquei antes, a boa prática de magnetização de ímãs permanentes preconiza imantá-los até a saturação e, depois, reduzir a imantação ao nível desejado. A indução de saturação ocorre acima da indução remanente, e essa é indicada no pdf - 6500~6900 G para o Alcast AlNi isotrópico e 12800~13500 para o Alcast V DGS. O problema é descobrir o valor de campo magnético em Ae/m ( ou Oe ) necessário para produzir a indução indicada, para o qual seria necessário a curva de " magnetização ", que não é informada. Pelo formato das curvas apresentadas, entretanto, eu estimaria um valor de 2000 Oe para o Alcast V, DG ou DGS e cerca de 5000 Oe para o Alcast VIII.
Pela técnica da " bobina de transformador " que apresentei antes, fica razoavelmente complicado calcular as ampères-espiras necessárias pelo fato de que o circuito magnético não é fechado e o entreferro de ar é " indeterminado ".
Guilherme vou entrar em contato com o fornecedor, para obter mais informações.
Não ainda não possuo a imantadora, pretendo construir uma com SCR, capacitores, etc...
a.sim realmente não tinha me dado conta do sinal -.
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Bom fui dar uma visitada no estúdio da minha ex-mulher, e por coincidência me veio uma ideia na cabeça, as maquinas de tatuar possuem duas bobinas (eletroímãs), que servem para puxar a barra onde fica o eixo da agulha, já cheguei a fazer algumas para minha ex.
[spoiler](http://thisistrovegeneralstore.files.wordpress.com/2012/02/black-shadow-2.jpg)[/spoiler]
estas bobinas são ligadas em serie, sendo uma o Norte e a outra Sul, será que uma versão um pouco maior não seria o suficiente para imantar o alnico ?
nunca medi o campo produzido por elas, mas deve ser algo entorno de 3 Oe.
no caso teriam de ser bem mais fortes obviamente.
Estava pensando em algo assim.
[spoiler](http://img694.imageshack.us/img694/5278/imantadora.jpg)[/spoiler]
e talvez um dimer para controlar a corrente, e ainda estou estudando a possibilidade de um amperímetro.
O que vocês acham?
pit.du, tente contato com a turma da Koimãs.
Trocamos idéias há quase uma década, então pode até ser que sejam outras pessoas, mas acho que v. será bem atendido de qualquer forma.
Um eng. muito boa gente me enviou amostras de uma dúzia de ligas e o circuito de uma magnetizadora com bateria automotiva. Achei os magnetos mas não o circuito, ainda...
De qualquer forma, com aquelas curvas que postei, mais os dados que você tem de fabricantes de Alnico, dá para você descobrir como fazer uma bobina capaz de magnetizar seja lá que liga for. Você não conseguiu fazer um daulôdi daquele Eletromagnetics, do Krauss ?
abração
Guilherme
Muito obrigado novamente Guilherme, sim fiz um download do Krauss, vou entrar em contato com a koimãs.
Galerinha.
Há muito tempo atras eu fiz um imantador de ferramentas que foi publicado pelo Newton Braga da antiga saber eletrônica, o circuito erra muito simples.
Um conjunto de capacitores eletrolíticos que seriam carregados por uma fonte cc, a ferramenta era colocada dentro de um solenoide improvisada com um carretel e fio esmaltado, então quando o circuito fecha, toda a carga dos capacitores é descarregada sobre o solenoide.
O processo era repetido algumas vezes, e funcionava muito bem, talvez também funcione com os alnicos. Se eu encontrasse a publicação até tiraria umas fotos, mas se é que existe esta na casa dos meus pais.
EddieTavares o problema aqui é que vou ter, que controlar o campo aplicado nos imãs, pois não tralham saturados.
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Fiz a encomenda dos imãs, assim que chegar posto novidades.
Interessante...
http://www.feiradeciencias.com.br/sala13/13_27.asp
Eu para manter um nível de magnetismo, coloquei a barra de cerâmica embaixo do captador... Ficou bem forte o som da guitarra,mas os pinos eram imantados já. Só deu uma forcinha... [beer2]
Isso tem um ano já.
Quote from: designermx2 on 19 de July de 2013, as 15:54:34
Eu para manter um nível de magnetismo, coloquei a barra de cerâmica embaixo do captador... Ficou bem forte o som da guitarra,mas os pinos eram imantados já. Só deu uma forcinha... [beer2]
Isso tem um ano já.
:D
Aproveitando a visita papal:
Isso que você fez é um sacrilégio. >d
Verdade, mas que funciona, funciona!
Uma vez eu tive uma ideia "parecida"... cheguei a comentar com alguém aqui no forum, mas até hoje não sei se fica boa.
O "grande" problema que vejo com a barra de imã ceramico é o pouco direcionamento do campo magnetico...
Então pensei no seguinte. Pegar um daqueles captadores que vem com uma barra unica de imã ceramico embaixo, remover a barra de imã ceramico e no lugar colocar "discos" de imã neodimio (4~5mm de diametro e uns 3mm de espessura) diretamente em cada pino de metal. Claro que todos com a mesma orientação magnetica.
O campo magnetico iria ficar bem orientado, como nos pinos de alnico... só não sei se a pastilha de neodimio, apesar de pequena, não ia ser forte demais...
Kem, eu cheguei a pensar nisso. No dealextreme até vende dessas pastilhas (e bolinhas também) no entanto, os pinos são muito próximos uns dos outros e acabou que nunca consegui colocar um disco junto do outro sem que seja puxado pelo outro ímã de neodímio.... foi por isso que coloquei a barra, no entanto, deixei um afastamento. A barra não topa, apenas reforça. Minha idéia (não sei se correta), foi fazer com que o polo fique sempre reforçado (mesmo com a guitarra desligada). Assim os ímãs manteriam o magnetismo. Como as barrinhas tinham uma força magnética relativamente fraca (em relação ao da minha lespaul), acredito que isso não está prejudicando o som (alterando com certeza), o som continuou diferente daquele som ardido que é do cerâmico, mas continua com brilho e o grava ficou bem mais definido. O captador do meio ficou cerâmico (já testei várias posições porque o vendedor me mandou errado - 13 pinos no lugar dos 18) ai só deu para montar dois captadores. Gostei muito do som. Amanhã terei ensaio com ela para ver como se sai. Em casa ficou muito bom. [beer]
Quote from: designermx2 on 20 de July de 2013, as 11:27:37
...os pinos são muito próximos uns dos outros e acabou que nunca consegui colocar um disco junto do outro sem que seja puxado pelo outro ímã de neodímio....
1 gota de super bonder resolve... coloca um de cada vez e espera secar...
Ou empurra o pino pra cima um pouco, de forma que a pastilha de neodimio fique dentro do furo do pino... nesses captadores baratos o pino não encosta na bobina.
boa kem... vou ver se consigo novamente. um amigo havia me dado umas do dealextreme e eu acabei devolvendo porque não rolou. tomara que com o tempo o superbonder não quebre e eu não veja...
Empurra um pouco os pinos de metal pra cima e cola as pastilhas com super bonder ou mesmo araldite... assim fica mais seguro