Quando dois engenheiros da indústria aeroespacial inglesa largaram o ramo e fundaram a Hilight Electronics, um deles se chamava David Reeves, seu primeiro equipamento de sucesso foi o amp Sound City 100B, que veio a ser o avô do Hiwatt DR103. Um par deles está logo atrás dos roadies em meu outro post, sobre dois SLP 1959.
Pete Townshend propôs mais médios e os caras fizeram o Sound City L100. Não satisfeito pediu mais volume nos médios e então nasceu o DR103 e, na cola, a Hiwatt.
O esquema bem detalhado do 100B está aqui:
http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/soundcity.jpg (http://www.audiolink.com.br/audiolink/imagens/soundcity.jpg)
Seu DNA pode ser revelado pelas três bases, todas evidentes no diagrama:
Ebb = 415V
Ecc = -35V
Zpp = 1750 ohms (output Partridge série TG)
A inversora de fase só pode ser ECC81/12AT7, 12AX7 seria muito ruim alí.
Como consta no diagrama, todas as tensões foram medidas com o multiteste AVO #8, galvanômetro, e sem resistores de catodo.
Guilherme
O "mixer" construído em V2 é bem interessante. Não é um circuito comum como o que vemos no Marshall 1987 ou JTM. Existe alguma vantagem ai?
Quote from: hgamal on 13 de May de 2013, as 22:35:00
O "mixer" construído em V2 é bem interessante. Não é um circuito comum como o que vemos no Marshall 1987 ou JTM. Existe alguma vantagem ai?
Isso aí parece uma mistura das duas entradas do Fender Bassman empurrando a V1 do Marshall 18w. Muito interessante.
Vale a pena compara-lo com os circuitos do DR103 ou o SA-112, posteriores ao 100B e L100, mas o stack de tom, é muito diferente ente todos eles.
Tudo nesses amps foi pensado em potencia extrema na faixa de médios, notem os presets, até o OPT é otimizado nesse sentido.
O stack para a versão baixo do 100b é bem diferente desse circuito, não só o cap de .002 indicado. O transformador de saída também é diferente.
Acho que tenho um arquivo mais legível...
Guilherme