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Peavey Classic 50

Autor: Kelson Bueno

Olá pessoal! Recentemente passou um Peavey Classic 50 por aqui e resolví escrever sobre ele.

Este aparelho é descontinuado, e tem como especificações a seguinte configuração:

  • 50 watts (rms) into 16 or 8 ohms
  • Four EL84s and three 12AX7s
  • Normal and bright inputs
  • 3-band passive EQ
  • Presence control
  • Normal and lead volume
  • Lead pre and post gain
  • Master volume
  • Reverb control
  • Effects loop
  • Fan cooled
  • Chrome-plated chassis
  • Tweed covering
  • Four 10 inch Blue Marvel(R) speakers

Análise Geral:

Primeiramente é um aparelho bem robusto, com uma 4x10" muito bem construida e reforçada, o tweed não é tecido e sim um courvin nas cores do tweed. Tem muita potência sonora mas infelizmente 50W RMS é apenas marketing pois como sabes um quarteto legal de EL84/6BQ5 nos dá no máximo 36W em push-pull AB muito bem configurado. O face-plate é bonito e contrasta com os knobs, de boa qualidade assim como as chaves, todas Carling. É um amp pesado, mas que serve pra se usar em palcos e abrir volume sem maiores problemas. O cooler interno serve para ventilar tirando o ar quente das valvulas que acaba aquecendo as placas internas por ficarem completamente dentro do chassis, apenas com algumas janela para se olhar e ventilar, aquece muito por dentro. O chassis é todo dimensionado e construido com o cuidado de se fazer revisão, buracos certos e pontos legais pra se parafusar/desparafusar tudo.

Os problemas de manutenção se dão de acordo em que vc vai desmontando as placas, desligando os soquetes. Os cabos "molex/ribbon" assim como os de sinal, são presos por conectores de pressão que por sua vez acabam sendo grandes demais para um chassis pequeno e cortam o fio se muito este for movimentado. os conectores de terra e +B, são grandes e ruins de movimentação e de desplugar. A placa de circuito impresso das valvulas de saída pode ser completamente removida do chassis sem precisar retirar a placa central, já a do pré fica presa à placa geral também por cabos molex, que por movimentação na manutenção são facilmente rompidos.

Placa do pré: Placa do power: Placa geral, parte cobreada:

* nota-se algumas trilhas quebradas. estas já foram refeitas e o amp está normal.

Análise do esquema elétronico:

Podemos perceber que o esquema utilizado pela Peavey é muito particular aos seus próprios projetos. As posições dos estágios, as formas como se dão e suas configurações se repetem em outros projetos. Como a inversão de fase por "split-load" e a utilização do reverb transistorizado.

Esquema:

Alimentação (PSU):

Assim como se apresenta no esquema, a alimentação do circuito se dá por três principais vias:

  • 6.3vAC para alimentar os filamentos com enrolamento de maneira simple no trafo aonde uma das pontas é ligada à massa do circuito(terra). Esta alimenta as valvulas de saída, jewel e inversora.
  • Alimentação de alta voltage, dando no primeiro ponto do +B depois de retificar cerca de 408vDC com carga.
  • Derivação negativa, uma alimentação que depois de retificar negativamente dá cerca de -27vDC, que serve para alimentar o transistor de reverber, o relê, a bias e por último os filamentos das duas vávulas de pré que estão em série.
Talvez para poupar espaço internamente e deixar o trafo um pouco menor com menos enrolamentos, a alimentação negativa seja o coringa de todo o funcionamento deste amplificado, porém, se, no caso algum dos filamentos falhem, ou se, o CI 4558 do reverber sobre aquecer, essa voltagem é desbalanceada, colocando em risco a polarização das valvulas de saida. De fábrica a alimentação deve ser de -15vDC antes dos resistores da grade¹ das EL84, porém se essa voltagem variar para baixo, a corrente aumentará substancialmente elas ferverão. Normalmente esse amp veem com a configuração de 50mA por par de valvulas, porém esse valor é bastante alto para a dissipação de 12W de placa de uma EL84. Por exemplo, 12W de dissipação de placa em 408vDC de +B (I=W/V), equivale a 29.4mA no máximo por válvula, 25mA como é tido de fábrica por valvula equivale a 82% do total de dissipação. 70% do total suportado pela válvula de dissipação é igual a 8.4W, em que, em uma voltagem de 408vDC, a corrente será de 20.5mA. Algumas literaturas recomendam o uso de 70% da corrente com o amp em repouso, ou seja, todos seus controles no zero e input sem conexão, no terra, para que, quando o aparelho estiver em consumo máximo de corrente, a dissipação de placa não se exceda ao máximo suportado pelas válvulas de saída. A voltagem negativa que alimenta a Bias é definida pelos resistores R16(18k) e R18(33k). Para fins de modificações, aconselho passar os resistores R18 e capacitor C10 para o lado cobreado da placa. Assim do lado dos componentes sobrará espaço para se encaixar um trimpot que permita regular a voltagem quando o amp estiver rodando, ou apenas substituir o R16 por outro de menor valor, como 16k ou 12k.
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A linha de filtragem do +B é clássica e sem maiores mistérios, capacitores em paralelo para diminuir a resistência e aumentar a filtragem, sendo que todos são para 500vDC com margem de sobra para eventuais sobressaltos de tensão, e em limites aceitáveis, pois, em stand-by, sem carga, os primeiros capacitores ficam com cerca de 445vDC.

Etapa de saída e inversora de fase:

Pra um amp push-pull em class AB como este, a etapa de saída nao confere muito segrede, onde somente 2 das 4 valvulas possuem em resistores de 100ohms/5W para controle de grade² (pino 9). Resistore de 47k nas grades¹ (pino 2) para evitar agudos excessivos, um valor usado bastante alto, porém não incomum. A inversão de fase é dada de maneira muito comum entre os amplificadores da peavey, pelo menos da antiga linha, sendo chamado de "split-load", pois a declinação de 180º do sinal é derivada do catodo, não placa a placa como no comum "long-tail" utilizado em Marshall´s e Fender´s, ou melhor, o mais utilizado em amplificação de guitarra. Esse tipo de inversão é comum a Fender´s, como o BandMaster. A diferença principal entre os dois, é que o split-load possui menos ganho que o retirado das placas como no long-tail. Para o desacoplamento e alimentação das valvulas de saída com o sinal, foram usados capacitores no valor de 22nF/400v, valor comum e muito usado, nem tão agudo e nem tão grave. O resistor de 1M ligado entre a grade (pino7) da invesora de fase, é destinado a realimentar como feedback a inversão do sinal no catodo, aonde os resistores R54 e R56 trabalham como divisores a fim de balancear o estágio em contraste ao R45. O feedback é derivado do tap de 16ohms, passando por um resistor de 330K em paralelo com um capacitor de 4n7, como controle de frequências e é ligado ao catodo do estágio antes da inversão de fase, após o loop. Este tipo de ligação tem em vista eliminar frequências agudas extremas, evitar oscilações e realimentar o estágio para que o som fique o mais "limpo" possível, sem perder o brilho da saturação das valvulas de pré e power. No caso do capacitor de 4n7 falhar, entrar em curto, ele cria uma realimentação no próprio resistor de 330k, fazendo com que assim a etapa de saída comece a oscilar infernalmente.

Loop e Reverber:

Podemos dizer que essa é a única parte "transistorizada" deste amplificador, que, no final das contas não atrapalha em nada o som final.

Como foi dito anteriormente, há um estágio antes da inversão de fase utilizando meio triodo, que recebe a derivação do feedback em um resistor de 100k(R15) e que amplifica o sinal recebido dos jacks do loop. Também o controle de presença é feito neste estágio, em série ao capacitor do catódo. Esse atua na quantidade necessária com suas frequências definidas pelo C12.

Uma coisa interessante é que, o capacitor de desacoplamento desse estágio é de 100nF/250v. 100nF para pegar frequências de efeitos diversos usados no loop, porém a voltagem para um capacitor de desacoplamento é baixa, mesmo sendo a voltagem ali de 230vDC foge contra o esquema aonde todos os outros capacitores de acoplamento são de no mínimo 400vDC. Substituí-lo é uma boa para evitar problemas.

Na entrada do sinal do loop, ou, saindo do pré, existe um transistor Darlington que empurra o sinal para o send, suficiente até para empurra um fone de ouvido.

O reverber usa um estágio simples de Op-amp (RC4558) com o ganho um pouco alto para empurrar a caixa de molas, e outro estágio de recover com um ganho moderado, e um fet para controle do footswitch, em que, aterrando a base este está sempre aberto, e sem aterrar, este se fecha, desligando o reverber. Como em qualquer circuito de reverber, este é mandado para um divisor misturador com resistores.

O input:

A Peavey optou por duas entradas, uma normal com um resistor de 47k para corte de agudos e proteção contra RF na grade do primeiro estágio, e outra entrada "bright", que como o nome diz, tem mais brilho. Porém, ela fez está de maneira diferente das entradas de amplificadores como nos Fender´s onde o jack chavea resistor que ficam em paralelo jogando menos ou mais sinal pro terra. A Peavey fez esta entrada "brilhar" um resistor de 100k paralelo a um capacitor de 10nF e um capacitor de 39pF entre a grade (pino 2 da V1) e o terra para evitar agudos excessivos. O sinal ainda passar por um capacitor de 100nF/250v para isolar o vivo do instrumento à grade das valvulas.

O canal limpo:

O canal limpo constitui apenas de 2 estágios, simples e direto, porém com resistores de placa de 150k. Este valor pode ser substituido para 100k afim de ter uma resposta mais limpa dos estágios, transparecendo mais a um clean profundo. A polarização é tipoca de um fender, resistores de 1k5 e capacitores de 22uF para ter bastante resposta grave.

O ganho é colocado entre os dois estágios, pegando o sinal desacoplado por um capacitor de 47nF e capacitor de 1nF em paralelo a um resistor de 470k para relevar um pouco mais o brilho que o som limpo deve ter.

O eq é posicionado de forma bastante "Leo" mas com uma pitadada de "Jim" por assim dizer. Com valores de 220pF para os agudos (Fender), 22nF para graves e médios (Marshall), e um resistor de 68k(comum em Fender´s também) que ajusta o ganho do EQ, este se faz de maneira sutil junto ao canal, aonde o brilho se dá mais pela regulagem da presença e ganhos em contraste com o EQ do que vice-versa. Retirada da placa, este possui alta impedância, cerca de 10K.

O canal Sujo:

Este canal possui 2 estágios amais que o do som limpo, ou seja, 4 estágios em cascata para conseguir um overdrive bem preenchido. O artificil do post gain nada mais é do que um "volume" do canal saturado com bastante brilho pois paralelo a ele há um capacitor de 15nF em série a um resistor de 10K.

Este canal, acaba tendo um pouco de brilho demais, devido a inflexibilidade do tone stack (eq) e capacitores de 470pF em série e em paralelo ao "pré gain.

Já o segundo estágio desse canal tem polarização de 470nF no catodo, e desacoplamento de 1nF do sinal, deixando assim o som tbm um pouco mais "agudo" devido às baixas frequências ficarem limitadas por estes valores.

A posição da equalização se dá depois do último estágio, ligado no misturador de resistores do reverber. Percebe-se que tanto no canal limpo como no sujo, o sinal do EQ é desacoplado por um capacitor de 47nF/ assim a peavey economiza em capacitores de baixa voltagem na equalização.

Uma modificação interessante neste canal é trocar os capacitores dos catodos dos segundo e penúltimo estágios para 1uF/25v.

Válvulas de pré e saída:

As vávulas que vieram neste amp são as mais usadas e mais em conta produzidas mundialmente, 12AX7 e EL84 Sovtek. Não são válvulas ruins, nem de construção muito menos de resposta sonora. São muitas vezes mais honestas que muitas marcas, e a Peavey não se preocupou em silkar seu nome nelas, apenas a selecioná-las e passar por um teste de resistência e funcionalidade.

O finalmente: o som do bixo!

Bem, a primeira coisa que você pensa olhando pra um amp com 4 alto-falantes de 10", mesmo cabinet, com tweed, lógicamente é: "nossa! deve ser um bassman!!!". Mas, heheh, infelizmente a proposta do projeto é totalmente diferente, é um amp com a mesma características da linha classic anterior, ter 2 canais que funcionem perfeitamente, uma potência razoável pra palco, um loop ativo e um reverber bem presente. Porém, em termos sonoros, passa longe de um clássico ou de um Fender. É um projeto a parte, com um som muito bom, porém a jogada da Peavey em questões de marketing faz o público adquirir este amp muito mais pela aparência do que fidelidade clássica sonora. Mas isso não tira a facilidade de "timbrar" e as boas notas que esse aparelho consegue emitir, em alto e bom som, um cabinet que com graves bem distribuidos te empurram pra longe da cadeira, um reverber profundo alá Dick Dale e muita presença em frequências mais extremas, graves e agudos no ponto certo no limpo, assim como um sujo que é mais contrastado nos solos do que em bases. Não é um amp para sons pesados, porém dá pra se tirar uma variedade sonora incrível, versatilidade 100%, dando pra brincar de tocar Metálica a um funk com o captador da ponte só mudando de canal.

Então está ai a minha contribuição, mera e simples mas acho que consegui o objetivo. Em breve outros amplificadores para se fazer o review, para comentar, criticar e elogiar. Espero ter ajudado. Abraços a todos e que as dicussões geradas por este artigo se concluam no forum.


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