Corrigindo os bypasses da Behringer

Started by hgamal, 24 de December de 2012, as 10:03:33

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GrAmorin

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Talvez dando uma melhorada no buffer de entrada e saída, será que não resolveria?

Neste pedal da foto, tem um V1000 da Coolaudio. Este CI é um multefeito, sera que algo do circuito proposto no datasheet dele se aproxima do usado nos Behringer?
http://www.coolaudio.com/docs/datasheet/V1000_DATASHEET.pdf

Adiel

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Existe até uma mod para o DD100/400, para que vire um multiefeito a partir de um chaveamento com microchaves.

Ledod

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Quote from: GrAmorin on 06 de January de 2013, as 13:33:44
Talvez dando uma melhorada no buffer de entrada e saída, será que não resolveria?

Neste pedal da foto, tem um V1000 da Coolaudio. Este CI é um multefeito, sera que algo do circuito proposto no datasheet dele se aproxima do usado nos Behringer?
http://www.coolaudio.com/docs/datasheet/V1000_DATASHEET.pdf

Bom, dai já é difícil saber, até porque no esquemático proposto eles utilizam um A/D D/A integrado em um único chip. Tudo vai depender de como a behringer achou melhor projetar os filtros de entrada. Nos datasheets que postei eles também dão uma sugestão de filtros de entrada e saída para o A/D e D/A

Adiel:

Não sei dizer, eles estão próximos de um TL064 que podem ser os buffers/filtros de entrada e saída... 


Acho que quem tiver pedais behringer, abrir o pedal e tirar algumas fotos ajudaria bastante, afinal, seria interessante observar nas placas o que elas tem em comum... Creio que por se tratar de pedais de baixo custo, certamente eles devem possuir circuitos iguais de chaveamento (no caso dos analógicos).


Um abraço!

Eduardo

Ledod

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#33
 Pessoal, meu pedal chegou, o RV 600, estava um pouco receoso em abrir (pois perderia o um "lacre" interno, para uma suposta garantia), mas a curiosidade foi mais forte e abri o pedal.

[spoiler]



[/spoiler]

Bom, as primeiras impressões sobre a placa de circuito impresso foram boas. A placa é multi-camada, com pelo menos 4 layers, sendo um deles o placa de terra. Ou seja, não é um projeto (em termos eletrônicos) mal elaborado.

O pedal possui os seguintes CI's :

- Microcontrolador ATMEGA16 (responsável pela leitura de todos os potenciometros, chave de trails, controle do CD4053, a leitura da chave momentânea, além de ser conectado ao DSP).
- DSP - DSPB56364FU100 de 24 bits de resolução
- DRAM - IS41LV16105B-60TL , de 16Mbit
- AD/DA integrado estéreo - AKM4552 - 24 bits / 96KHz
- Amp-Op - 2x TL062
- Chave analógica - HCF4053
- Ci conversor step down de 2A/300KHz - MP1591

Que são CI's bem interessantes, a RAM é de boa procedência, idem ao DSP (que diferente das versões anteriores, não é mais aquele V1000 da cool audio), o um regulador de tensão é chaveado, o AD de 24 bits...

Bem, comecei a traçar os esquemáticos, e realmente... O trabalho é bem árduo! Ainda mais que os jacks estão soldados diretamente a placa, não permitindo a visualização de trilhas e vias que estão por baixo deles, só dessoldando. Mas ai já é pedir demais né  :P

O que consegui identificar é que o sinal de entrada passa por um filtro passa altas (que não consegui medir a capacitância, pois não queria dessoldar componentes), dois diodos (provavelmente zener) conectados como ceifadores (evitando um tensão de sinal elevada), passa por um buffer TL062 e vai para o AD principal. Não consegui identificar se o sinal vai para outra parte do circuito, não passando pelo AD.

No chaveamento é utilizada apenas 2 das 3 chaves disponíveis do 4053. O sinal de controle é o mesmo da chave B e C e acionado pelo microcontrolador. Não consegui identificar de onde vem e para onde vão :D os sinais do 4053, idem da saída do AD. Talvez o 4053 só chaveie o sinal processado, enquanto o sinal original vá diretamente para a saída (existem dois transistores que podem ser utilizados como misturadores de sinal...)

Uma coisa engraçada é que o controle MIX não atua no sinal diretamente! Ele vai, igual aos outros, para o microcontrolador. Idem ao controle TONE! Tudo é processado digitalmente. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, será que o sinal em bypass é digitalizado? Pois ao meu ver a única forma de controlar isso pelo microcontrolador é digitalizar os dois... Ou não!

Outra coisa interessante é que os sinais de entrada também vão para o AD do ATMEGA16, do mesmo modo que vão para o AD principal (diodos ceifadores, etc).

Em termos acústicos eu estou gostando dele. As simulações de reverb são bem feitas e existem muitas opções (algumas soam muito parecidas, bem sutil a diferença). Mas é muito legal, para quem nunca teve costume em utilizar reverb, o som fica bem mais "cheio".

Eu uso um epiphone LP STD, ou seja, já é um pouco mais gordinho o som, e não percebi um roubo de timbre assustador. Sim, perde um pouco de agudos, mas ao meus ouvidos (que não são muito precisos) não é algo horrível. Talvez em uma guitarra com singles deve ser mais notado essa perda de harmônicos do que em uma LP.

Um fato que também percebi é o controle de TRAILS que não funciona direito ao utilizar o controle de MIX, onde o sinal original morre se ele estiver ligado com o MIX no máximo!!! Para mim isso foi um erro de software e não tanto um projeto eletrônico mal feito.

Bem, abaixo vou mostrar o circuito de entrada que consegui identificar. Não tenho certeza nenhuma se é exatamente assim (tem partes que achei um pouco estranhas algumas conexões).

[spoiler][/spoiler]

Modificar o pedal é "simples" se identificar os capacitores C41 (de 22nF) ou C41 (que deve ser um valor bem baixo), ou mesmo C48 (de 2,2nF). Mas só com o esquemático mesmo é que daria para fazer alguma coisa. Ficar mudando componentes sem saber ao certo o que estará alterando pode ser prejudicial para o pedal (ainda mais com componentes SMD, qualquer besteirinha rompe a trilha facilmente...).

Concluindo: O circuito é simples de se entender e se modificar? Ouso dizer que sim (pelo que analisei, é um circuito bem tradicional).
Mas sem o esquemático, eu não me arriscaria!!!


Um abraço!

Eduardo

Tiarlei Crist

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Engraçado que todos os pedais Behringer que passaram por minha mão (não poucos) tem os valores dos componentes junto com seus nomes.
Será que mudaram as regras ou este aí é excessão?

Ledod

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 Na placa não tem nenhuma indicação de valores ! Nos resistores SMD é comum existir a indicação, mas em capacitores cerâmicos não, somente nos polarizados (tântalo e eletrolíticos).

Um abraço

Eduardo

darkislanio

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O pior é que mesmo nos capacitores normais, os projetistas se preocuparam em posicioná-los de forma a não podermos ver a indicação de seus valores! :D Em metade dos eletrolíticos é impossível essa visualização.
AI = data laundering

Tiarlei Crist

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Os que tenho aqui os valores estão na placa mesmo, de todos os componentes, inclusive ci's diodos...

darkislanio

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Meus dois pedais da Behringer não tem a indicação dos valores dos componentes, apenas suas indicações (C1, R2, etc.). Acho que é uma maneira de dificultar clonagem, se é que vale a pena clonar um pedal de trocentos componentes SMD dual layer, e ainda sai mais caro comprar um novo. :-)
AI = data laundering

Biograve

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Mais uma troféu pá de ouro para minha pessoa hehe.

Segue link do Pedal ADI21 da Behringer.
http://elektrotanya.com/behringer_adi-21_revd_sch.pdf/download.html

Lembrando que não se deve fazer cópia nem vender, de acordo com as regras do site que eu baixei.
Boa sorte!
Queria ter mais tempo para meus handmades...

hgamal

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Olhando o esquema superficialmente... eu diria que este pedal não é um "tone sucker"!
Deus salva... e o Rock alivia! Ainda está em tempo do Rock 'n' Roll te salvar

EddieTavares

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Quote from: Biograve on 06 de November de 2013, as 19:47:11

Lembrando que não se deve fazer cópia nem vender, de acordo com as regras do site que eu baixei.
Boa sorte!

Não pode copiar a cópia do original?

detona

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Ledod,

Reparo bastante as perdas do rv600 quando ligo ele depois de uma distorção, se você tiver um dstortion + ai pode fazer o teste.. a distorção fica sem vida

Alex Frias

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Flanelinhas, cuidado!!!
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Infelizmente, mesmo passando antes por um circuito ativo, como é a distorção mencionada, há perdas (ou percas, como alguns preferem...) notáveis. Nós já fizemos esse teste com esse mesmo pedal.

Quanto aos algoritmos utilizados: são parecidos, mas por algo que eu particularmente desconheça, mesmo o som processado apenas, ou seja, apenas o efeito sem o som "original" é de pior qualidade, NMHO. É menos "consistente", na falta de uma palavra melhor.

Mesmo assim, não sendo um representante da excelência em termos de qualidade, eu o considero interessante e bastante "usável". Porém eu faço uso apenas do som processado, pois o utilizo num loop ativo no qual o som original, ou "seco", segue apenas por caminhos do próprio looper ativo. Felizmente isso é possível graças à capacidade desse pedal apresentar um controle de "balance" que adiciona o som processado ao som original no começo e corta o som original ao final do curso, deixando apenas o processado. Para esse tipo de efeito não vejo como usar apenas uma caixinha de bypass mecânico, ou até eletrônico, mas quie não reduza a qualidade.. Para efeitos que não apresentam essa mistura, como distorções e coisas do gênero, não vejo problemas em utilizar apenas um bypass melhor.
"TicoTicoCá, TicoTicoLá..."
Pagão e feliz!!

Jones

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Alex, eu comprei esse RV600 ontem, e realmente tem umas perdas terríveis de sinal original. Quando se liga ele com mix em mais de 50%, o jeito é mesmo usar ele num loop com blend. E como nós já estamos dando um jeitinho de fazer aquele Sound on Sound no outro tópico, vou usa-lo no loop junto com o delay.
Mas as simulações de reverb são muito boas, pena que perde bastante volume.
"O essencial é invisível aos olhos"