Reforma strato genérica

Started by flaviobei, 23 de March de 2013, as 13:11:15

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flaviobei

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Pessoal, essa semana chegou pra mim uma strato genérica, provavelmente chinesa, e que além de maltratada pelo tempo, passou uma boa temporada no litoral paulista, então imaginem as condições da coitada né? Eu fiz algumas fotos do antes (com o celular), mas elas ficaram totalmente sem foco e só percebi depois, então foram descartadas.

As condições básicas dela eram: ferrugem em quase tudo, 2 pots travados, braço bem alto, as cordas pareciam uma fonte de tétano..._
Cheguei a ligar, mas só fazia barulho. Desmontei a bichinha inteira, corpo repintado, as ferragens que estavam só com ferrugem superficial foram lixadas, e ficaram ok, pots trocados, caps limpos, fiação nova, blindagem com alumínio, jack novo, chave seletora nova, retífica de trastes, alinhamento de braço, ufa...

E o resultado é esse:











Vou tentar gravar um vídeo pra mostrar o som da danada!

GrAmorin

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David_Ce

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Belíssimo trabalho!
Parabéns!
Abraço!

Alex Frias

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Nas fotos já está impressionante, parabéns! Parabéns!
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whitebilly

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Bela Pintura, ficou linda, parabéns
(brav)

Adiel

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Belo trabalho de recuperação!  Parabéns pela nova guitarra!   (brav)

flaviobei

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Mesmo sendo uma guitarra bem simples dá gosto de pegar um material considerado lixo por muita gente e trazer ele de volta a vida. Gostei bastante do resultado. Os caps são bem simples, cerâmicos, mas tem um som legal, o conjunto ficou bem agradável, bons agudos, um pouco abafado com os pots fechados, zero de ruído externo (a blindagem funcionou muito bem) só restou o ruído característico dos singles, que some completamente ao usar um chaveamento com dois pots.

Roberto Alves

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Eu tenho muita vontade de sair por aí pra comprar umas guitarras velhas e fuPIIIIIIdas pra poder fazer um trabalho assim.

Muito bom.
Mesmo sem ver como estava, já vale a pena.

Eclético mas com parcimônia!!!

flaviobei

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Quote from: Roberto Alves on 26 de March de 2013, as 15:06:40
Eu tenho muita vontade de sair por aí pra comprar umas guitarras velhas e fuPIIIIIIdas pra poder fazer um trabalho assim.

Muito bom.
Mesmo sem ver como estava, já vale a pena.



vou ver se acho alguma foto anterior, ela além de estar toda enferrujada, tava com muita marca pelo corpo, e eu odeio guitas com aparência relic, propositais ou não...

Roberto Alves

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Flavio,
como você fez o preparo da pintura?
E qual procedimento para ela?


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Alex Frias

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Eu já gosto tanto das com cara de saídas da loja como as envelhecidas, cada uma tem seu charme!

Só queria dizer que essa cópia de Stratocaster era genérica até você ter posto as mãos na massa. Agora ela é única!!!
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Roberto Alves

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Eu também gosto das guitarras mais novinhas mas um dia ainda vou relicar uma só pra mim.
Gosto tanto delas bem cuidadas que minha strato de 1988 não tem um arranhão.
Apenas ficou amarela onde era branca.
E meu violão de 1977 tem um arranhão de um cara na igreja que deixou cair uma flauta bem no tampo dele.

Sim, eu comecei igual ao Elvis...cantando e tocando na igreja.
Mas depois descobri o Rock'n Roll!!!!!!!!

ufa...


Eclético mas com parcimônia!!!

Adiel

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E eu tocava Rock'n'Roll NA igreja, na minha adolescência...   :)

Minha SS também está com muito poucas marcas, desde 1979, assim como meus outros instrumentos.

flaviobei

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#13
Quote from: Alex Frias on 26 de March de 2013, as 17:15:50
Eu já gosto tanto das com cara de saídas da loja como as envelhecidas, cada uma tem seu charme!

Só queria dizer que essa cópia de Stratocaster era genérica até você ter posto as mãos na massa. Agora ela é única!!!

Exato, a sensação de terminar um instrumento, que você escolheu a cor, você passou horas lixando e pintando é muito boa!

Quote from: Roberto Alves on 26 de March de 2013, as 17:27:59
Eu também gosto das guitarras mais novinhas mas um dia ainda vou relicar uma só pra mim.
Gosto tanto delas bem cuidadas que minha strato de 1988 não tem um arranhão.
Apenas ficou amarela onde era branca.
E meu violão de 1977 tem um arranhão de um cara na igreja que deixou cair uma flauta bem no tampo dele.

Sim, eu comecei igual ao Elvis...cantando e tocando na igreja.
Mas depois descobri o Rock'n Roll!!!!!!!!

ufa...


Quote from: Adiel on 26 de March de 2013, as 17:38:40
E eu tocava Rock'n'Roll NA igreja, na minha adolescência...   :)

Minha SS também está com muito poucas marcas, desde 1979, assim como meus outros instrumentos.

eu tenho uma ibanez antiga que tem algumas marcas de estrada, ai é legal... quem gosta do instrumento sabe exatamente onde cada marquinha foi feita, e todos sabemos que dói no peito, cada amassada, cada risco... mas cada um deles conta uma história. Não gosto de comprar uma guitarra nova com "efeito" relic, ela não tem história, é só um monte de risco aleatório.

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Quote from: Roberto Alves on 26 de March de 2013, as 17:14:06
Flavio,
como você fez o preparo da pintura?
E qual procedimento para ela?

Roberto, eu peguei ela bem judiada, muita marca, amassado, mas o principal foi a ferrugem, que passou dos parafusos pra manchas na madeira, ela não tava relic, tava feia mesmo....hehehehe.

Eu primeiro lixei  com uma lixa 600 pra tirar o primeiro verniz e chegar na tinta, as vezes dá pra repor o verniz, mas no caso dela tava tudo muito ruim, amassados até a madeira mesmo (que inclusive é bem vagabunda, parece até um pinho de tão macia...hehehehe). Não teve jeito, lixei tudo, cheguei quase na madeira crua, parei um pouco antes, pra manter a seladora, que ajuda muito no processo de pintura, umas 3 camadas a menos. Completei os amassados e buracos com massa f12, pva específica pra madeira, que por sinal é barata e fácil de trabalhar.

Com a guitarra sem buracos, lixei indo da 150 até a 600, 1 mão de primer spray (to sem compressor), lixa 800, lixa 1200, primer de novo, lixa 800 e 1200. Daí veio a pintura, também em spray, usei uma colorgin automotiva, vermelho metálico, código 57141, foram algumas mãos pra ficar legal, mas pega bem fácil em cima do primer. Quando secou eu dei um polimento pra ter uma idéia, mas sinceramente ficou muito brilhante, ah vá! E eu não gostei, quando me preparava para lixar essa pintura pra aplicar outra veio a idéia de fazer ela fosca. Lixei a guitarra inteira com a lixa 1200, só pra apagar o brilho, bem de leve. Por cima passei mais umas 4 camadas de verniz sem brilho. Depois de seco só polimento manual, e o efeito foi esse.

Roberto Alves

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Esse pouco brilho foi que me chamou a atenção.
Gostei do efeito.
Eu tive uma guitarra parecida por um dia.
Comprei uma Memphis à tarde e levei pro ensaio à noite. O outro guitarrista gostou e levou.
Me arrependi porque ela tinha um bom timbre mesmo sendo uma Memphis. Foi uma das primeiras e era de boa madeira e peso.
Dava pra trocar as coisas e ter uma guitarra baratinha pra levar por aí.
É pra isso que penso em comprar umas coisas velhas e baratas.
Muito legal seu trabalho e obrigado pelas informações detalhadas.

Você não pensa em trocar essas tarraxas, pickups e ponte?
Talvez não por causa da madeira que você falou que não é tão boa, ne?
Mas só pra informar, eu tenho uma Squier de compensado de 1988 que tem um som bem legal e tá com tarraxas Schaller com trava, string trees com rollers (grato ao Alex Frias) e ponte Wilkinson com bloco de aço. A elétrica e captadores são originais até hoje.
Dei sorte nela. Só essas mudanças já valeram muito.

abração,
Roberto
Eclético mas com parcimônia!!!