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Autor Tópico: Novo vídeo do Eduardo: Recuperando percloreto de ferro  (Lida 878 vezes)
Mallermb
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« Responder #15 : 30 de Abril de 2017, as 03:19:01 »

Quanto ao percloreto, jamais deixem ele respingar ou cair em seus olhos, tive esta péssima experiência anos atrás, por puro descuido, os resultados?

Uma dor insuportável e contínua nos olhos.
Mais de uma semana expelindo pus pelos olhos, devido ao percloreto conter partículas de cobre e outros, estas partículas são expelidas pelos olhos envoltas em pus.

Desde então uso óculos de proteção para nunca mais acontecer de novo, o curioso é que sempre usei óculos de proteção e nada ocorria, nesse dia, não estava usando o óculos.

Fica a dica para os menos experientes, cuidado nunca é demais.
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A vida não é complicada, o viver não é complicado, nós é que temos o costume de complicar a vida e o viver...,
Eduardo
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« Responder #16 : 30 de Abril de 2017, as 03:42:04 »

Desculpe a ignorância, mas quais os ricos de não fazer o descarte seguro??

O problema é poder colocar outros em risco de um acidente como o descrito pelo Mallermb. Quando se diz para manter longe de criança e animais, é por causa disso! O gato não sabe o que é. A criança pode achar que é algum refrigerante. Uma pessoa confusa pode se ferir gravemente ou por outros em risco.

Embora cloreto férrico não seja tão tóxico ou perigoso quanto um defensivo agrícola ou remédio tarja-preta, ainda assim é um corrosivo forte. Jogar no ralo pode causar danos ao encanamento. Jogar no solo pode contaminar o local com metais pesados, caso tenha sido usado para corroer solda.

O cloreto férrico é relativamente seguro e isso dá às pessoas uma falsa ideia de que é um produto "bobinho". É quando se perde o medo de algo que os acidentes acontecem.

Eduardo
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« Responder #17 : 30 de Abril de 2017, as 06:34:34 »

Era um produto novo, veio em pó e eu tinha acabado de fazer a mistura e coloquei num recipiente de meio litro, foi corroído apenas uma placa pequena dessas que cabem em uma caixa 1590a, como não temos crianças em casa e nem pets (mora só eu e minha esposa e eu não lembrava deste gato que circula pela área), deixei no quintal enquanto eu faria outro trabalho... Joguei apenas um balde de água no local e fiquei bastante preocupado depois de ler esse tópico
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« Responder #18 : 01 de Maio de 2017, as 09:12:27 »

Olá.

Eu citei anteriormente um livro muito bom sobre circuitos impressos, e que contém bastante informação a respeito dos processos corrosivos utilizando cloreto de cobre e percloreto de ferro. Para ajudar aqueles que estão pesquisando o assunto, ou aqueles que se entusiamaram e querem começar, eu procurei na internet e... encontrei edições mais modernas que a minha ( 1a, 1967 ). A sexta edição ( 2008 ) fala pouco do percloreto, mas esta aqui, a segunda, de 1979, https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiP5ev3_M7TAhWFjJAKHeBcAYsQFggyMAI&url=https%3A%2F%2Farchive.org%2Fdetails%2FPrintedCircuitsHandbook&usg=AFQjCNG3u9TpjJovkStoqzJBhTCBuEtrhQ
tem o capitulo " Etching " exatamente igual ao da minha edição, com alguns aumentos ( o que é bom ! ).

Eu vou precisar de algum tempo para ler essas duas novas edições, mas, com base no ca_pítulo 8 ( Etching ) da 2a edição, eu gostaria de tecer algumas considerações :

a) O uso do percloreto como corrosivo é citado em 4o. lugar. Na edição de 1967 ele estava em primeiro. Isso significa que o uso do percloreto na fabricação industrial de circuito impresso perdeu importância ao longo do tempo ( na 6a. edição ele mal é mencionado; vale a pena ver ). Por outro lado o uso do cloreto de cobre II passou do 4o. ( 1967 ) para o 2o. lugar ( 1979, 2008 ), o que evidencia sua importância atual relativa sobre o percloreto.

b) A concentração ótima de percloreto em água corresponde a cerca de 500g/L ( Tabela 8.5, pág. 8-20; 452... 530 g/L ). A concentração de 530 g/L corresponde a 42º Baumé, à qual é feita referência em vários pontos do texto.

c) As reações que descrevi em postagem anterior estão lá, na pág 8-20. No pé dessa página, está a importante informação de que, quando a concentração de cobre na solução corrosiva atinge 14 oz/gal ( 87 g/L ), 84% do cobre é corroído pela reação envolvendo o CuCl2. As placas normais têm 1 oz/sqft ( 0,03 g/cm² ) de cobre, assim, 14 oz/gal corresponde a corroer 2900 cm² ( ~ 54 cm x 54 cm ) com um litro de solução. Como isso é facilmente atingido com a corrosão de apenas poucas placas, há muita gente usando cloreto de cobre II como corrosivo, pensando que é percloreto.

d) As figuras 8.4, 8.5 e 8.6 dão importantes informações sobre o processo de corrosão com percloreto, inclusive evidenciando a importância de se adicionar HCl à solução.

e) Não me parece muito sábio " encher a solução esgotada com ferro ( palha de aço ) " para, depois, transformar boa parte desse ferro em Fe(OH)3 oxigenando a solução por duas semanas para obter, no final, o tão desejado percloreto de volta :

          12 FeCl2 + 3 O2 + 6H2O  ->  4 Fe(OH)3 + 8 FeCl3  (28), pág 8-23

As figuras 8.7 e 8.8 dão sugestões melhores.

« Última modificação: 01 de Maio de 2017, as 13:47:41 por A.Sim » Registrado

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« Responder #19 : 13 de Novembro de 2017, as 09:27:07 »

Bom dia a todos,

Fiz todo o processo segundo o vídeo (este muito bem feito, parabéns Eduardo!). Coloquei bombril, coei, coloquei bombril denovo e coei novamente.

Logo após coloquei água oxigenada 10 volumes, e após algumas horas, a solução ficou laranja, indicando a oxidação. Após, coloquei acído muriático, sacudi a garrafa e deixei lá por 2 dias.

Verifiquei e a solução estava escura, como no percloreto. PORÉM, no dia seguinte, a solução ficou verde, da cor do ácido muriático, e não está corroendo mais nada.

Fiz algo errado? Alguém teve resultado parecido?

Obrigado e boa semana a todos!
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Eduardo
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« Responder #20 : 13 de Novembro de 2017, as 13:23:36 »

Deve ter ficado muito diluída. Deixe no sol até o volume diminuir o bastante para a densidade ficar adequada.
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