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Laminadora para PCI
Nova pagina 1

Autor: Plautz

Senhores(as) Handmakers,

Há tempos faço placas de circuito impresso utilizando o método de transferência térmica, usando o ferro de passar e papel glossy impresso em laser, e o resultado é mais do que satisfatório, desde que sejam dominadas certas manhas, como o tempo de "passagem do ferro", a temperatura dele e a pressão utilizada. Isto requer certa dose de paciência e só é alcançado pela tentativa e erro, mas, uma vez dominados esses pontos, é muito difícil ocorrer algum erro na confecção da placa.

Para aqueles que fazem uma placa na vida e outra dez anos depois está mais que perfeito.

Entretanto, para aqueles que, como eu, confeccionam muitas placas, torna-se, no mínimo incômodo ter que pegar todo o material para fazer as placas.

Em minhas andanças pela internet achei, a alguns meses, a página do Luciano, na qual mostra a construção daquilo que foi chamado de laminadora (embora eu não saiba o motivo deste nome).

Tendo em vista que meus comparsas amigos Roberto Gamal e Haroldo Alves :) se tornam cada vez mais exigentes, fui obrigado motivado a construir uma também.

Na página em questão já temos um bom caminho andado, com muitas informações e o principal: o esquema / layout do controlador de meio passo para o motor, juntamente com o termostato.

A laminadora consiste, basicamente, em utilizarmos um fusor de impressora laser para realizar a transferência térmica, eliminando, assim, o uso do ferro de passar roupas.

O mais interessante, em meu modo de ver, é que a pressão é constante o tempo todo, assim como a temperatura, o que pode não ocorrer com o ferro de passar roupas.

Entretanto, alguns pontos devem ser observados no uso desta geringonça.

Primeiro: em hipótese alguma a temperatura deve ultrapassar a casa dos 210º C, pois se isto ocorrer as buchas de fixação do rolo fusor irão derreter.

Segundo, o motor de passo deve ter torque de, no mínimo, 5 KgF, caso contrário pode não conseguir girar o fusor.

Pensando nisso, imaginei construir a laminadora acoplando um termômetro a ela para monitorar constantemente a temperatura (detalhes do termômetro mais abaixo).

Iniciei a construção montando a placa controladora, para testar os motores que tinha em casa. Abaixo a placa usada, do lado cobreado e após concluída a montagem.

 

O primeiro fusor que usei foi o da falecida HP2100. Esta impressora eu havia doado ao Roberto, mas ela estava tão ruim que não foi possível mais usá-la, de modo que esquartejei-a e retirei o fusor.

Primeiro problema: o fusor utilizado por esta impressora tem como elemento de aquecimento uma resistência cerâmica, que aquece / esfria muito rapidamente, de modo que o termostato incluso na placa controladora não conseguia monitorar a temperatura corretamente.

Mas mesmo assim decidi continuar e, de posse do conjunto fusor / placa controladora, iniciei os testes com os motores que tinha em casa. Nenhum deles servia, pois o mais forte nem fazia cócegas no fusor.

Conversando com o GuitarHero ele me disse que tinha uns motores de passo em casa e marcamos de que os pegaria para testar (obrigado Zé!).

Mas, mesmo com toda a valentia dos motores do Hero Sam o fusor teimava em não sair do lugar.

Então apelei: comprei um motor com torque de 9.9 KgF que resolveu este problema.

De posse de uma base de compensado, coloquei as coisas mais ou menos onde achei que deveriam ficar e iniciei a fixação.

Não colocarei todas as fotos aqui para não sobrecarregar, então abaixo vai como imaginei que ficaria no final.

A placa entre a controladora e o fusor é o termômetro, ainda não finalizado.

Detalhe do encaixe da engrenagem do fusor com a engrenagem do motor.

A engrenagem do motor foi devidamente “cedida” pela finada HP2100 e colada com araldite 15 minutos.

Tendo visualizado como ficaria o equipamento, comecei a construção do termômetro.

Na internet achei um esquema que utiliza como sensor um transistor 2N2222. O esquema é este aqui:

Clique para ampliar

No esquema original tinha um erro que inviabilizava seu funcionamento: o pino de teste do integrado estava ligado no trimpot de ajuste da entrada HI. Montado da maneira que havia encontrado não funcionou (óbvio), mas nada que uma consulta ao dataxíte do integrado não resolvesse. Sim, o integrado em questão é o ICL7107, fabricado pela Intersil, e com ele é possível construir voltímetro, amperímetro, termômetro e mais algumas coisas interessantes.

Utilizei uma fonte de PC antiga (AT) pois o motor requer bastante corrente (cerca de 3,5 A) e não queria gastar mais para concluir a montagem. Além do que, uma fonte AT se encontra em qualquer lugar, e ela se encaixou perfeitamente ao propósito, pois tem tensões de 5V para a placa controladora / motor de passo, e de +5V / 0V / -5V para alimentar o termômetro.

Abaixo como ela ficou, após forração da base com courvin.

Detalhe da ligação do motor.

Bom, finalizada a montagem, sem o termômetro que ainda não tinha consertado e deixei de lado, iniciei os testes.

No corel criei um layout simples, com algumas trilhas, começando com 4 pt (1,411 mm) e diminuindo até hairline (0,07mm), e também alguns textos (que esqueci de espelhar) começando com fonte 12 e terminando com fonte 2.

Abaixo está a placa transferida e corroída.

Mesmo a trilha mais fina, com 0,07 mm foi corroída corretamente, sem falhas.

A única falha que ocorreu foi com as inscrições na qual usei fonte 2.

Bom, com este início promissor, comecei a finalizar a montagem e eis que, não mais que de repente, o fusor não esquentava mais.

Ao desmontá-lo vi a causa: a resistência havia se partido, devido ao constante arma / desarma do relê do termostato.

A solução foi sair em busca de outro fusor.

Mas a primeira impressão que tive foi que não ia ser tão fácil. Aonde arrumar um fusor de impressora laser a não ser comprando, o que normalmente é um absurdo de caro?

O único lugar que sabia era uma loja que fica no Santo Cristo que vendia equipamento de informática velho, mas ao ir até lá descobri que havia fechado.

Procurei no mercado livre, mas os preços, apesar de não tão proibitivos, me desanimaram bastante, pois o mais barato sairia por volta de R$ 180,00.

Eis que, alguns dias depois, encontrei na internet uma assistência técnica que também vendia peças e, dentre elas, havia o fusor da Lexmark E / E+ / EP a convidativos R$ 90,00.

Baixei o service manual da impressora e, ao verificar que o fusor utilizava lâmpada halógena, e não resistência, como elemento aquecedor, fui até lá e comprei o bendito. Por ironia a assistência fica a 15 minutos da minha casa.

Abaixo o fusor novo em comparação com o antigo.

Abaixo, um detalhe importantíssimo: o termístor, que indica a quantas anda a temperatura para a placa controladora.

No vídeo abaixo mostro a laminadora em funcionamento e a temperatura monitorada por um multímetro.

Agora, o termômetro.

Conforme disse, o esquema original tinha um erro, que só corrigi após a montagem do novo fusor na base da laminadora.

Aqui embaixo as placas que confeccionei, ainda usando o ferro de passar, para ele.

Placa do termômetro, transferida.

Placa do termômetro, corroída.

Placa dos displays do termômetro, transferida.

Placa dos displays do termômetro, corroída. Não! Não tem nada em curto.

Aqui o teste final do termômetro, após sua calibragem.

Após isto, foi só montar o termômetro na laminadora e finalizar a construção.

Detalhe do transistor 2N2222 usado como sensor.

(Esse pó visto na imagem é resultado de uns cortes que fiz em placas de fenolite com a dremel).

92º C, e subindo!

Confeccionei um pequeno painel, com essas duas chaves. A amarela desliga a lâmpada, de modo que, após realizada a transferência, o fusor ainda fique girando ajudando a esfriar o conjunto igualmente, sem deformar o rolo pressor ou as buchas.

Finalizada.

Agora, alguns resultados.

Plaquinha para um PIC e 5 displays de 7 segmentos.

Projeto secreto RPG.

Placa do chaveamento do FV-1 do Gamal (trilhas de 12 mil, ou 0,305 mm).

Conclusão:

Com certeza o uso da laminadora facilita e muito para quem confecciona muitas placas em pouco tempo, valendo o investimento feito. No meu caso gastei mais ou menos R$ 150,00 (fusor novo e motor), pois as peças tinha praticamente todas em casa.

Mas é bom lembrar que, com sorte, conseguindo uma impressora laser velha, pode se conseguir o mais caro nela, que é o fusor e o próprio motor. Calculo que a placa controladora não chegue a R$ 20,00.

Abraços a quem de abraços, beijos a quem de beijos.


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