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Confecção de Placa de CI - Transferência Térmica
Autor: Roberto Júnior

     Há várias maneiras de uma placa de circuito impresso ser confeccionada, e este tutorial aborda um método muito bom e barato. Este consiste na transferência térmica de tinta plástica para o lado cobreado da placa para circuitos.

     A priori, providencie uma placa com lado cobreado, para imprimir o circuito e uma folha couché 120g e imprima o layout da placa em questão com impressora a laser, com qualidade máxima para despejar o máximo de tinta na sua superfície. Recorte o excesso de folha, mas deixe uma margem à do desenho da placa. Eis uma imagem que ilustra isso:


     Lave a placa com sabão em barra, água e lã de aço (BomBril ou similares):


     Faça movimentos sutis, circulares e uniformes ao logo de toda a placa:


     Para tirar o sabão e a sujeira da placa, use água corrente forte (afaste a placa verticalmente da torneira para que a energia potencial gravitacional faça seu trabalho, e economize água e dinheiro!). Tire suas mãos sujas da placa! Agora ponha a superfície cobreada da placa sobre um papel toalha dobrado ao meio (melhora a absorção de água) e pressione cada ponto:



     Agora vem a parte interessante: a transferência, propriamente dita. A primeira atitude a tomar é fixar a folha com o layout da PCI no lado cobreado da placa. Use algum tipo de esparadrapo, mas quanto mais fino melhor. O da imagem não é fino, mas trabalha muito bem:


     Use a margem da folha para prender aos quatro cantos com esparadrapo:


     Bueno, agora posicione a face da placa com papel para baixo sobre uma superfície plana de material resistente a altas temperaturas (ainda melhor se a superfície refletir o calor de volta à placa). A foto ilustra uma pedra de granito (o pano só serve para a pedra não arranhar a superfície de baixo):



     A próxima etapa é aquecer bem a placa com um ferro de passar roupa. Deve haver um modo mais prático de fazer isso, mas eu pressiono o ferro com a chave na posição “2” (de três níveis) sobre a placa durante 10 min corridos, mas tranqüilamente pode ficar uns dois ou três minutos menos. Esta etapa é só pra fixar boa parte do toner (tinta plástica da impressora a laser) na placa, preparando para a segunda etapa, que é a transferência em si. Na foto a placa está sob o ferro:


     Agora vire a placa e tire os esparadrapos para passar o ferro diretamente sobre o papel. Vire com muito cuidado (usando alguma ferramenta, ou mesmo espere a placa esfriar), pois a placa acabou de ser aquecida, e a queimadura vai ser mais feia que tombo de mão no bolso!


     Passe o ferro sobre o papel, pressionando em todos os pontos. Para os cantos da folha use o “bico” do ferro. Veja:


     Esse processo deve ser executado até que o layout da folha seja visível por completo:


     Esse desenho que aparece na folha é o papel queimado onde tem tinta, pois assim que a tinta fixa na placa forma um relevo, e é justamente estas partes que ficam expostas ao ferro; desse modo, sofrem maior ação do aquecimento. Logo após ter terminado a transferência espere que a placa esfrie, por 30 min. Isto serve para que a tinta se solidifique por completo em contato à placa. Note que os tempos de duração de cada etapa deste método são arredondados para cima, com a finalidade de garantir o sucesso do trabalho. Passado o período de repouso da placa, prepare uma solução de água e detergente líquido numa bacia e ponha a placa de molho durante mais 30 min.:


     Se quiser que o banho da placa tenha mais efeito, movimente-a dentro da solução. Feito isto, retire o papel da placa sem medo (as trilhas e as ilhas de tinta não sairão), puxando de um canto da folha. Várias peças da folha ainda ficarão aderidas na placa. Para retirá-las use o “dedão” mesmo, friccionando contra o papel. Utilize-se de outros recursos para um melhor resultado. Nesse instante, a placa deve parecer assim:



     Se houver falhas no layout, como a placa da foto, aplique tinta plástica (há canetas vendidas em lojas de eletrônica) ou tiras de esparadrapo. Praticamente quase qualquer coisa plástica que seja adesiva funciona bem (procure usar materiais adesivos robustos). Geralmente as linhas muito finas não fixam direito na placa, mas isso é defeito da transferência através do ferro (não foi aplicado calor naquela área), nunca por causa da retirada do papel. Veja também que nas fotos anteriores há dois furos na placa; faça-os para passar uma linha que servirá de guia na fase de corrosão. Usei uma mini-retífica (do tipo da RotoMatic) com broca 1mm para essa aplicação. Prepare uma solução de corrosivo (percloreto de ferro) em água (despeje o percloreto de ferro na água – nessa ordem, nunca ao contrário). Na embalagem ou bula do corrosivo é informada a proporção de cada componente. A solução deve ser preparada em recipiente plástico ou de vidro, por razões óbvias. Passe uma linha (de algodão ou outro material anti-corrosivo) pelos furos da placa e mergulhe-a na solução de água e percloreto de ferro. Observe as fotos:




     Aqui foi usado um pote plástico de sorvete sobre uma bacia, a mesma daquela foto da placa em solução de água e detergente líquido, com água quente (para apressar o processo). Muito cuidado para não aquecer demais a água de forma a deformar ou mesmo fundir o recipiente (note que a água quente fica no recipiente azul, não na solução do corrosivo). Aquela parte da placa da foto em cor tom de âmbar é o resto do cobre que ainda não reagiu com o corrosivo. Esta etapa não tem um tempo determinado, mas estima-se aproximadamente 15 min para um corrosivo novo e para esta dimensão de placa. Faça todo o processo com luvas cirúrgicas, ou luvas de látex, que são encontradas em farmácias por menos de dois réis e tem em alguns tamanhos diferentes. Não deixe o corrosivo entrar em contato com a pele, objetos ou roupas; o corrosivo mancha, e nos casos de metais e substâncias com propriedades químicas semelhantes àqueles o percloreto de ferro reage (corrói).Depois de corroída, lave a placa com água e o sabão em barra e com a lã de aço. Não force muito para não tirar o toner da placa. Ele vai servir para proteger o cobre da trilhas e ilhas ao cortar e perfurar a placa.


Agora vem a parte que realmente frustra, pois se deve ter uma ferramenta específica para a realização desta tarefa: uma furadeira. Esta etapa resume-se a fazer as furações no centro das ilhas (ponto de cobre onde vai uma perna do componente eletrônico) e serrar a placa para tirar o excesso das laterais. O toner é bom aqui basicamente porque é inevitável que a furadeira e a serra não escapem e arranhem o cobre. Então, se isso acontecer, o toner sai e não arranha o cobre, a menos que o golpe seja forte e desastroso o bastante para isso. As fotos a seguir mostram as últimas etapas feitas, mas atente a um detalhe: na época que fiz esta placa, tirei o toner antes de perfurar e cortar a placa, mas não faça isso, tire-o depois.



Antes do corte e da furação



Placa cortada e furada

     É aconselhável tirar as rebarbas da placa com uma lixa que vem junto à mini-retífica. Este tutorial fica falho em mostrar como cortar a placa. Por mais “parível que incresça” não vi outro jeito de fazer isso mais facilmente e com maior precisão do que com serra - como usar uma guilhotina, por exemplo.  Outro método bom de fazer é usar furadeira para cortar a placa, seja usando um disco de corte ou fazendo uma trilha de furos com broca. Neste, faz-se uma escavação de uma linha na placa com um canivete, estilete ou outro objeto cortante (com a finalidade de criar uma linha guia para a broca), com o auxílio de uma régua, onde se desejar cortar. Depois se fura essa linha com a furadeira a intervalos curtos e regulares de espaço, depois se destaca a placa. O ruim deste método é que ficam “dentições” na placa, que são difíceis de corrigir se não tiver uma ferramenta adequada. Por este motivo, aconselho usar uma serra mesmo; ela machuca a mão e o processo leva mais tempo, mas tem-se mais segurança com isto. O último estágio da confecção é aplicar algum produto anti-oxidante na superfície da placa. Há vernizes e outros produtos para isso, mas fiz minha própria mistura: diluí pó de breu (em agropecuárias vêm em forma de pedras amareladas) em álcool etílico (álcool comercial). Se não tiver como triturar a pedra de breu, deixe dentro do álcool por algum tempo (talvez dias!) e espere a sua dissolução completa. Não usei proporção na mistura:


     Sim, parece mesmo com urina. Mas não é. Aplique o breu em álcool na superfície da placa, em seguida passe num só sentido um pedaço de pano (camiseta de algodão, tecido de lençol) ou uma tolha papel até a solução ficar uniforme sobre a superfície. A solução protege o metal do contato com o ar, evitando a oxidação, mas quando for soldar, ele funde, ajudando na fixação da solda.




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