Medo de se apresentar em público (stage fright), você tem?

Started by Ferro_Velho, 09 de April de 2015, as 10:06:22

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rafafelix

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Quote from: Antonio de Campos Junior on 09 de April de 2015, as 20:04:52
Que tal começar fazendo uma base, daqueles que ficam lá no fundo do palco... Aí começa a acostumar com o público e com o próprio palco. 

Essa dica do Antonio de Campos Junior é muito válida. Também comecei assim. Até hoje não me considero um bom guitarrista e toco apenas nos cultos aos domingos na igreja e em casa, é claro.
Nunca fiz aulas de guitarra, o pouco que sei foi metendo as caras e aprendendo na vontade.

No começo, era só base mesmo, deixava solos e arranjos mais complexos para a tecladista. Agora já me arrisco a fazer alguns solos simples. O primeiro solo saiu tudo errado como acontece com a maioria aqui por conta do nervosismo!  :D
Timbre é tudo igual. Os ouvidos é que são diferentes!

Adriano_Passos

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O problema é que hoje todos nos somos muito cobrados as ser perfeito em tudo, hoje o erro é quase que imperdoável, dependendo da pessoa isto atua como uma grande pressão psicológica, ainda mais se você toca com pessoas impacientes e muito perfeccionistas, o bom é tocar com uma galerinha humilde e crescer junto com a banda, ou fazer que nem disseram, começa fazendo uma base de boa, depois faz uns solos tranquilos(nem sempre solo fritado é o mais audivel), aqueles solos que você fecha o olho toca simples, mas com o coração. Seja feliz, não se importe muito com as opinião alheia, cada dia você sobe um degrau da escada, daqui a pouco você será um otimo musico, você não vive da música, não é profissional que nem alguns que tocam no minimo 4 horas por dia, tem vez que temos que nos contentar com o tempo que nos sobra e com aquilo que conseguirmos fazer e ser feliz.

Dica: Seja feliz com aquilo que você sabe.

andersohm

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Quote from: Adiel on 09 de April de 2015, as 23:01:06
O problema é quando a gente fica muito tempo sem banda, e passa a tocar só para si.  Aí rola o medo de que as músicas não vão agradar, ou que se está muito enferrujado.   :pinchX

Tem toda a razão mas acho que não é só quem fica sem banda...
Eu ainda tenho esse medo às vezes (das músicas não agradarem), mas acaba passando logo quando subo no palco, graças a Deus têm dado tudo certo...

Ferro Velho
Belos trajes!  :D :D :D :D :D

Felix
Essa coisa de estudar é um tanto complicada para mim, eu quase nunca consigo também...  :-[
"Don't talk to strangers..."

Ferro_Velho

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#33
Pessoal, valeu pela força.
Estou  sem internet, a NET esta fora do ar aqui em casa.
Respondendo pelo celular.
Vou me concentrar em estudar mais seriamente e seguir alguns conselhos dados aqui.

Abraço.

Sergiodam

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Quote from: Ferro_Velho on 09 de April de 2015, as 12:35:05

Montar uma banda ainda não é possível, mas quem sabe no futuro, uma banda de velhotes para assassinar uns Blues tradicionais.  :tup


Meu caro, seu caso é muito parecido com o meu. Só não é igual por um detalhe: quando eu não aguentava mais a situação eu procurei um professor que me ensinasse num método que construíssemos juntos. Sem prazo, sem pressa, sem provas... Há um ano ele propôs que fôssemos para um estúdio, "para experimentar um som de verdade". Fomos eu, o professor e um amigo que também fazia aulas. A diferença é absurda! Nos primeiros dias de estúdio, até dava dó da gente. Amanhã vamos para nossa grande estreia. Um show que nós mesmos montamos, para os amigos dos membros da banda. Já temos 200 ingressos vendidos. A banda é composta de 3 guitarras (eu, meu amigo e o professor), um baixista (também aluno dele, que aderiu) e o baterista (que é meu filho que tem sua própria banda, mas integrou a nossa para dar uma força). Convidamos uma banda para abertura (vai tocar 8 músicas) e nós vamos tocar 17 músicas. Todas ensaiadas, porém todas "mais ou menos". Mas para nós não importa!!! Vai sair o nosso melhor.
A gente costuma ser crítico demais conosco. Concordo com o que muitos já disseram antes; na hora H, no meio dos instrumentos, qualquer erro que certamente ocorrerá, poderá passar bem pelo crivo do nosso público especialista. E o mais importante é SE DIVERTIR!!! É para isso que estamos aqui.
É isso: faz um esforço de montar uma banda. Vai se surpreender com você mesmo!  :tup   
[Modo sarcasm on] Me enquadro na sua categoria de "velhotes"; mas os Stones também são uma banda de velhotes...  :D[Modo sarcasm off]

felix

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Primeiro show com 200 pessoas é como perder a virgindade com a Rita Cadilac.
[beer2]

Boa sorte lá e uma ótima brincadeira.  (aplaus2)

juloliveira

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Não tá morto quem peleia, tchê!
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Quote from: felix on 10 de April de 2015, as 15:55:52
Primeiro show com 200 pessoas é como perder a virgindade com a Rita Cadilac.

???
Juliano Oliveira

Finck

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Eu tive oportunidade de tocar pouquíssimas vezes com alguma platéia, quando era moleque (faz tempo...), então não posso opinar muito sobre "medo de palco". Mas, por conta das minhas atividades profissionais, com certa frequência tenho que dar palestras técnicas, eventualmente para públicos relativamente grandes. Imagino que o "efeito" seja o mesmo...

No começo eu tremia e gaguejava bastante, mesmo estando bastante seguro do assunto sobre o qual eu estava falando. Depois, relaxei, e aprendi uma "técnica": não olhar ninguém da platéia nos olhos (a menos que você esteja absolutamente seguro de que é isso que você quer). Um olhar fixo de desconfiança ou crítica desmonta qualquer palestrante, por mais experimentado que seja (sempre tem gente que acha que sabe mais que o otário, digo, palestrante). Quando for olhar para a platéia, olhe "através das pessoas", não "para as pessoas".

Adicionalmente (uma tática perfeitamente adaptável para músicos): Palestra técnica é algo chato. Muitas pessoas dormem. Então, fazer uma brincadeira ou contar uma piada que tenha a ver com o assunto são recursos válidos. Se as pessoas riem, beleza. Se não, basta dizer "ainda bem que eu não ganho a vida  contando piada". Acredite, funciona sempre, porque as pessoas se identificam mais facilmente com quem erra e sabe que errou, que não se acha "o máximo", nem se leva tão a sério. Então, se der m... no solo, pegue o microfone no final da música, o que dizer você já sabe...

Se nada do que eu escrevi acima te convencer, faça que nem meu filho: Toque "de lado", não de frente, e olhe para a guitarra, não para o público. Segundo ele, se você não vê as pessoas, é como se elas não existissem...

Se alguém ficou curioso, meu avatar é o brasão da família Finck. Dizem que os brasões das famílias alemãs estão relacionados com a profissão de seu patriarca. Se isso for verdade, o patriarca Finck deve ter sido bobo da corte...

Sergiodam

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Quote from: felix on 10 de April de 2015, as 15:55:52
Primeiro show com 200 pessoas é como perder a virgindade com a Rita Cadilac.
[beer2]

:D Se for com a Rita Cadilac de agora...

Quote from: felix on 10 de April de 2015, as 15:55:52
Boa sorte lá e uma ótima brincadeira.  (aplaus2)

Valeu, Felix! Depois conto como foi. :tup

Mais uma coisinha para comentar: na hora de convidar a galera (somos 6 na banda - esqueci de mencionar um vocalista que nunca cantou nada na vida - , mais 3 da banda de abertura, o que dá, em média, pouco mais de 20 pessoas convidadas por músico), tivemos o cuidado de concordar que só chamaríamos pessoas legais, que nos conhecessem bem e que, mais que qualquer outra coisa, estariam felizes por nos ver. O show... bem, o show é um complemento. O motivo é reunir os amigos. Eu brinquei com os convidados dizendo que "é uma festa; se quer ver um show vá ao Lolapalooza!!!".  :D  A expectativa está enorme e muito positiva pelo encontro de todos. Assim, diminuímos o risco de ter na plateia aquela primeira fileira de "músicos" que ficam de olho no que você está fazendo no palco para depois cair de pau em cima dos seus erros. >;(

felix

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Músico que fica de olho para cair de pau em cima não é músico.
Assim como um pintor, um ator, um artista plástico, um artista marcial, um fisiculturista, devem estar preocupados só com sua própria arte.
Porque arte é expressão antes de ser técnica ou ciência, e expressão não é algo linear.

Tem gente que olha Legião e fala que eles eram péssimos músicos, eu olho e penso, que com o minimo de dedicação, minimo de acordes, minimo de ensaios eles conseguiram muito mais reconhecimento que pessoas que se matam estudando/treinando/ensaiando.
Logo eles eram sim grandes músicos, por todos que conseguiram atingir com sua arte.

Ferro_Velho

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#40
Ok, a internet voltou.

Sergiodam, que beleza, 200 pessoas e duas bandas será mesmo uma festa.

Como disse antes, eu vou começar a estudar, até aqui eu tenho mais brincado com a guitarra, agora vou estudar e praticar mais a sério.

Tocar em uma banda é difícil, mudei de cidade há 3 anos e ainda não tenho amigos para montar uma.

Tenho uma infinidade de métodos, songbooks com tabladura, vídeos, softwares, etc., então vou fazer uma escolha e começar a usar esse material que até agora tem sido mais uma coleção que algo realmente útil.

E a Rita Cadilac tem que ser a dos anos 80, quando o Chacrinha dizia: "Maestro Zezinho, uma pantera para Rita Cadilac!" e eu nos meus 14/15/16 anos babava vendo aquilo tudo ir descendo até o chão. :D


Abraços.

 

diego.fcs

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Eu nunca me dei bem com isso, já tive banda, toquei em boates, bares, casamentos, eventos grandes, barzinhos e tudo mais, mas se me pedir pra eu tocar uma música eu travo, quer ver então testar uma guitarra numa loja, mas quando você sobe no palco, é outra coisa, tudo muda, é outra sensação, curto muito. O ideal é montar uma banda com uns amigos e ir tocando, aos poucos vai se soltando mais. Pra tocar sozinho eu travo, mas com a banda num palco eu adoro, é algo que me deixa muito feliz e relaxado. (claro que a tequila dá uma forcinha nessas horas).
Parem o mundo que eu quero descer.

Ramsay

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Estou suspenso por reincidência em internetês.
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Eu também tinha problemas com isso.
Nas 3 bandas em que toquei, se eu não tomasse 2 doses de Whisky antes de entrar num palco, ou mesmo pra tocar numa festa, eu ficava intimidado diante da plateia e errava os solos.

Sergiodam

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#43
Hehehe... Este tópico veio muito a calhar. É interessante como, variando um pouco aqui e ali, as situações se parecem, e as soluções também. Eu tenho muitos amigos músicos profissionais e nenhum deles, nenhum mesmo, se diz tranquilo como água de poço na hora de encarar o palco. O frio na barriga vem mesmo. E todos também afirmam que é justamente esse frio na barriga que torna esse momento único!!! Sem ele, a coisa perde a graça.
Eu já estou com o meu frio na barriga, uma sensação que vai do pânico à euforia de que chegue logo o momento...
Ferro Velho, entendo você perfeitamente. E se não fosse o primeiro passo que eu dei de procurar um professor bacana para me ensinar, ainda estava tocando escondido. Não sei quem foi o guitarrista que disse que o melhor solo da vida dele ninguém nunca ouviu (acho que foi o Gilmour...), porque ele estava sozinho. É assim com todo mundo mesmo. Foi o meu professor, que depois de muita dedicação comigo me convenceu que estava na hora de tocar junto a outras pessoas. E isso fez e faz muita diferença. EU era tão travado, que não conseguia fazer nenhuma penta inteira na frente do próprio professor. E quando chegou o dia que ele disse pra mim: "agora eu vou fazer uma base e você sola aí..." Caraca!!!!!!!! Travei geral e parei a aula. Nem o acorde de Lá Maior eu conseguia fazer mais. O remédio foi insistir, insistir e insistir. Ainda não sou lá essas coisas, mas melhorei muito. Pelo menos estou animado para fazer meus errinhos na frente das outras pessoas, até chegar o momento eu que vou errar cada vez menos. E vou ficar feliz. Esse é o objetivo!
Amigo Ferro Velho, procure um professor e deixe que ele mesmo vai formar a banda para você com outros alunos. Não tenha pressa, vai rolar, com certeza.
Vai fundo e fique feliz!!! [beer]
(estou a 20 horas do meu show - e contando -... Brrrrrrrrrrr!!!!!!!) :D

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Como prometido, volto para dizer como foi o show...
FANTÁSTICO!!!!
Ferro Velho, pensei várias vezes em você. Você PRECISA experimentar isso! Deu tudo certo, a banda estava concentrada, o público esgotou a lotação da casa, o show foi longo (3 horas com duas bandas) e no final todo mundo estava lá. Curtiram todas as músicas até o fim.
No começo a sensação era de pânico. Mas durou só até o momento em que o baterista fez a marcação do compasso com as baquetas. Daí para a frente foi mágico!!!
Insisto, Ferro Velho e outros que estão na mesma situação que eu estava: é possível!