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 : 13 de Maio de 2026, as 20:50:23 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por pcrock
Esse post talvez fique meio grande pois pretendo abordar detalhadamente minha experiência pessoal com esse amplificador METEORO VULCANO G200 ao mesmo tempo que possa criar uma espécie de compêndio sobre esse modelo.
Usei por 25 anos consecutivos um amplificador FENDER FM212R, teoricamente, de 100W RMS. Seu som era muito bonito mas o circuito desse modelo tinha uma característica que eu odiava! Após um tempo trabalhando em volume elevado, a temperatura dos transistores de saída subia absurdamente a ponto de todo o chassis (que é todo feito de alumínio, justamente para cumprir a função de um enorme dissipador) ficar em uma temperatura insana, impossível até de encostar a mão! Com isso ele começa a acionar uma proteção térmica a toda hora, o que faz o som começar a cortar frequentemente. Sendo assim o aparelho só pôde ser usado por mais de duas décadas, sempre, com ventilação forçada. Eu usava um ventilador com garras que se prendia certinho no gabinete do ampli e assim tudo funcionava bem.
Mas chegou um tempo em que começamos a tocar, além de lugares menores, também em lugares cada vez maiores e a potência do Fender já não supria mais quando os palcos eram muito grandes. Então chega de falar do Fender pois o foco aqui não é ele.
Foi aí que entrou o Vulcano em minha vida. Como uma opção de maior potência para substituir meu Fender velho de guerra.
Peguei um Meteoro Vulcano G200 que estava em excelente condição, bem novo e com o circuito original, nunca mexido.
Primeiro show pude sentir a diferença real entre meu antigo Fender e o G200!
O G200 falava mais que o dobro de volume que o Fender e também soava com menos da metade da qualidade do Fender, principalmente deixando muito a desejar em relação aos graves. O Fender tinha graves lindos, o G200, praticamente, nada (e ainda tem médios e agudos acentuados)!
Os falantes da Meteoro, em geral, salvo alguns modelos específicos, são ruins quanto a fidelidade mesmo (mas no G200, embora ruins de qualidade sonora, são bem parrudos) e eu já os conhecia por tantos anos trabalhando na manutenção de amplificadores.
Encontrei uma equalização razoável, meio quebra galho e Usei o amplificador assim mesmo por uns 10 ou 15 shows, tudo normal, sem problemas.
Fui então analisar o esquema elétrico para ver se havia algo que pudesse ser feito para melhorar a baixa fidelidade do aparelho, já que potência tinha de sobra.
Fiquei muito surpreso ao ver que um amplificador de arquitetura tão robusta, com 4 transistores de potência na saída (2x 2SC5200 e 2x 2SA1943) e uma fonte simétrica de 63v + 63V usava no filtro do retificador dessa fonte apenas 4 capacitores de 470uF x 63v em cada ramo da simetria.
Oras, 1880uF por ramo da fonte pareceu uma piada para mim! Imaginem só! um amplificador dessa potencia com menos de 2200uF de capacitância por ramo. Nem amplificadores com 1/3 dessa potência usam valores tão baixos. Era óbvio que os graves ficariam prejudicados nessa condição, pois toda vez que um pico de sinal intenso e de baixa frequência chegasse, a tensão cairia durante esses picos, prejudicando a reprodução de sons graves.
Então decidi colocar 10.000uF em cada ramo da fonte. Fiz isso e fui testar ao vivo.
FOI ENTÃO QUE TODA A SAGA COMEÇOU!

Primeiro show, tudo indo muito bem, o som estava realmente muito melhor mas, após uns 20 minutos de uso, o amplificado queimou feio!!! Ficou mudo de repente e, como costuma dizer o Professor Bairros, exalou aquele fortíssimo cheiro de AMPERE QUEIMADO!

Na hora não entendi o que houve, foi uma correria para conseguir outro amplificador às pressas, etc...

No outro dia levei o aparelho para bancada e mostro a seguir, marcado em vermelho no esquema elétrico, tudo que foi danificado nesse evento.




Como podem ver o estrago foi enorme. Professor Bairros participou comigo da análise desse circuito nessa ocasião e até fez uma vídeo aula sobre, já que esse circuito usa uma arquitetura muito curiosa sobre o uso do operacional ali no inicio do amplificador de potência com uma certa peculiaridade quanto a característica da realimentação do mesmo mas isso é outro assunto.

A explicação que encontramos para o estrago enorme após apenas acrescentar dois capacitores na fonte em um aparelho que nunca havia apresentado problemas foi que: Originalmente as quedas frequentes de tensão na fonte, que ocorriam durante os picos de potência e sons graves devido a capacitância insuficiente, agiam como um controle automático de corrente, aliviando durante todo o tempo a tensão, consequentemente a corrente, nos transístores de saída. Ficou claro então o porque a METEORO usou propositalmente essa prática que parecia um grave erro de projeto ao usar apenas 1800uF de capacitor na fonte de um amplificador de 200W RMS, algo que você não costuma ver em lugar nenhum nem em amplificadores muito menos potentes!

Com a nova realidade, capacitores suficientes para manter a tensão sempre em seus valores máximos durante 100% do tempo (e mantendo os mesmos ajustes originais de BIAS dos transístores), os transistores passaram a trabalhar em condições de regime de limite o tempo todo, isso gerou temperatura acima do previsto e em algum momento disparo de corrente. Um deles colapsou e entrou em curto, levando em cascata tudo que vinha antes até o momento da queima do fusível.
Chegamos a conclusão que o ajuste de BIAS original previa a baixa capacitância na fonte e era definido bem próximo do limiar de condução dos transistores, fazendo o som soar "o menos pior" possível evitando, não só a distorção de crossover em baixos volumes, mas mantendo ainda qualidade razoável quando em altos volumes, mesmo em momentos de queda de tensão durante os picos. Mas agora que a tensão não caía mais, o ajuste original de BIAS se mostrou "rico" demais e fazendo os transístores trabalharem o tempo todo em condições severas, o que resultou, novamente parafraseando o Professor Bairros, em "FOGO NO PARQUINHO"!

Moral da história, deu um enorme trabalho restaurar o aparelho todo, ainda mais que hoje em dia no Brasil está cada vez mais difícil conseguir componentes de potência originais. (Felizmente consegui).
Tudo restaurado optei por voltar aos valores originais dos capacitores da fonte, refiz o ajuste de BIAS em torno de 35ma a 40ma em cada transístor de saída com o amplificador frio e instalei ventoinhas no dissipador de calor dos mesmos.

Desde então estou usando o mesmo em condições severas já há mais de um ano e meio sem nenhum problema.

Abaixo segue o esquema elétrico detalhado do aparelho com todas as tensões anotadas por mim. Ele pode ser muito útil para algum amigo que precise fazer manutenção num equipamento desse pois o esquema original não tem tensão nenhuma anotada.

Dica muito importante é SEMPRE USAR lâmpada série durante a manutenção deste equipamento pois disparos de corrente podem ocorrer com facilidade neste circuito se você "bobear".  Nesse ampli não se pode nem mesmo ligar o aparelho sem o U1 no circuito, algo que pareceria muito normal para testes, pois até isso causa disparo de corrente e sem uma Lâmpada série na jogada, tudo vira fumaça!





ATENÇÃO!!!--> Existe um erro grave no projeto original deste amplificador quanto a IC1 e IC2, que são os circuitos integrados do estágio de REVERBER!

A Meteoro usou IC1 e IC2 como sendo ambos TL072, no entanto, sendo assim, ambos trabalham pelando, fritando, não dá nem pra colocar o dedo em cima deles!!!
No Lugar de IC1 tem que ser obrigatoriamente MC1458 ou TL022!!

ATENçÂO!!! OUTRO OPAMP NÃO SERVE!!!
SE USAR OUTRO, TANTO IC1 commo IC2 IRÃO FRITAR!!!

Abaixo deixo o esquema elétrico do pré desse aparelho para referência sobre o que acabei de citar acima e também como fonte de informações que poderão ser úteis sobre situações envolvendo a válvula, etc.
O esquema elétrico da METEORO também continham erros no diagrama que foram corrigidos por mim.
Não sei se existem mais erros que eu possa não ter percebido.





Abaixo se vê as ventoinhas AC que foram adicionadas ao aparelho.









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 : 13 de Maio de 2026, as 18:29:31 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por xformer
As vezes o desenho do esquema elétrico contém erros propositais, para confundir os copiadores.  Num outro tópico recente aqui do fórum (o do Atomic Drive) eu sugeri para procurar o esquema do amplificador para implementar o jack para um alto-falante externo.  Eu não comentei no tópico porque
 não influenciaria no que interessava, mas o esquema encontrado por mim tinha um erro nas conexões do ci TDA2052. No desenho há um pino 8 e ligações a ele, só que esse ci só tem 7 pinos.  Já não é o primeiro esquema da Meteoro com erros propositais, alguns absurdos, que já comentamos no fórum.

 13 
 : 13 de Maio de 2026, as 17:16:49 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por pcrock
Um detalhe no esquema: os símbolos usados no MRC100 estão errados. O MRC100 como dito no vídeo, é um SCR ou retificador controlado de silício e o símbolo em questão é de um PUT (transístor unijunção programável) que é outro dispositivo.  O símbolo do SCR tem o gate ligado no traço do cátodo e não no ânodo.  O desenho foi feito pelo tal do Paulo Costa, citado pelo professor Bairros.

Eu sou inscrito no canal do professor Bairros e gosto muito das explicações dele, mas inevitavelmente, aparecem ocasionalmente alguns deslizes.


Bom, vamos lá.

Eu sou o PAULO COSTA que o Professor Bairros cita no vídeo. Participo constantemente de seu canal e ele frequentemente fala sobre mim. Tem outros vídeos dele lá no canal com aulas e com circuitos sugeridos por mim.
Sobre sua dúvida a respeito do componente, os componentes REAIS SÃO MESMO SCR e não PUTs. O Professor, inclusive, fala sobre isso nos comentários. O Fabricante usou esse simbolo no esquema elétrico, provavelmente um erro gráfico, mas na placa real (eu possuo a placa original) os componentes de fábrica são exatamente os SCRs que estão notados no esquema, ou seja, os MRC100-6. O professor apenas resolveu manter a originalidade e deixar o desenho como está, mas deixa claro que os componentes corretos são SCRs.
Grande abraço aos amigos aqui do Forum!

 14 
 : 13 de Maio de 2026, as 16:51:12 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por xformer
Então achamos o culpado   Cheesy

 15 
 : 13 de Maio de 2026, as 13:26:54 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por bossman
 O desenho foi feito pelo tal do Paulo Costa, citado pelo professor Bairros.


Paulo Costa foi este que criou o tópico  Cheesy

 16 
 : 13 de Maio de 2026, as 13:10:43 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por xformer
Um detalhe no esquema: os símbolos usados no MRC100 estão errados. O MRC100 como dito no vídeo, é um SCR ou retificador controlado de silício e o símbolo em questão é de um PUT (transístor unijunção programável) que é outro dispositivo.  O símbolo do SCR tem o gate ligado no traço do cátodo e não no ânodo.  O desenho foi feito pelo tal do Paulo Costa, citado pelo professor Bairros.

Eu sou inscrito no canal do professor Bairros e gosto muito das explicações dele, mas inevitavelmente, aparecem ocasionalmente alguns deslizes.

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 : 12 de Maio de 2026, as 22:06:22 
Iniciado por pcrock - Última Mensagem: por pcrock
Olá amigos, hoje  quero compartilhar com vocês um circuito muito interessante que é utilizado nos amplificadores Leac´s.
Trata-se do seletor de tensão automático para 110v/220v que equipa muitos de seus modelos.
Sempre me interessei por esse assunto e decidi medir tudo e estudar tudo sobre esse circuito para entender certinho como funcionava, pois esse modelo funciona muito bem!
Vou postar o esquema elétrico aqui e também deixar a explicação detalhada de seu funcionamento.
Esse circuito é muito bom, pois não usa nem transformador e nem resistores de potencia, que são grandes e esquentam demais! Bem diferente da enorme maioria dos circuitos similares.
Abaixo segue o esquema e quem quiser saber mais sobre a análise, deixo o link do vídeo do Excelentíssimo Professor Bairros, que fez uma análise irretocável mediante o esquema e sugestão que enviei a ele. Para quem não o conhece, vale se inscrever em seu canal, que na minha opinião, é o melhor canal brasileiro de eletrônica no Youtube.
Espero que gostem.

OBS--> Oesquema mostra o simbolo do que seriam PUTs ao invés de SCRs, isso se deve, provavelmente, a um erro gráfico mas, na realidade, são mesmo SCRs! Possuo o amplificador que usa esse circuito e pude confirmar na placa que o correto é SCR mesmo e não PUT.

Esquema:





Vídeo Professor Bairros com excelente análise e explicação
https://www.youtube.com/watch?v=WldXxi7T1F8&t=13s




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 : 12 de Maio de 2026, as 16:03:08 
Iniciado por xformer - Última Mensagem: por xformer
https://hackaday.com/2026/05/11/the-vacuum-tubes-last-stands/

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 : 08 de Maio de 2026, as 22:51:33 
Iniciado por guikusch - Última Mensagem: por Doug
Não sei se direto seria uma boa por causa da possivel flutuação na saída, a impedancia na saída do amplificador será alterada dependendo do que está ligado na outra ponta do line e no caso de alguma falha pode fritar tudo (um curto no cabo, por exemplo), acredito que um arranjo inserindo resistores ao conectar o jack dê mais estabilidade e segurança, algo como derivar o line através de um divisor de tensão na saída, por exemplo.

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Não sei se direto seria uma boa por causa da possivel flutuação na saída, a impedancia na saída do amplificador será alterada dependendo do que está ligado na outra ponta do line e no caso de alguma falha pode fritar tudo (um curto no cabo, por exemplo), acredito que um arranjo inserindo resistores ao conectar o jack dê mais estabilidade e segurança, algo como derivar o line através de um divisor de tensão na saída, por exemplo.

me corrigindo aqui, eu li o Speaker out mas fiquei o tempo inteiro pensando num Line out, para ligar numa mesa e etc, mas para uma saída simples de falante para usar caixas externas é exatamente o que o Ruy falou,  corta o polo positivo do cabo do falante e coloca um Jack com chave NF nele, conectou o cabo a chave abre, desconecta o falante interno e direciona o sinal para o cabo inserido.

 20 
 : 08 de Maio de 2026, as 00:49:54 
Iniciado por guikusch - Última Mensagem: por RuyThonson
Boa noite.

Me desculpem a simplicidade da ideia. Mas eu faria bem simples.

Cortaria o cabo do falante e ligaria um jack chaveado. Se houver espaço no chassi do amp, bom. Mas se não houver, coloca nunca carcaça plástica pra organizar e prende em algum lugar legal.

Se alguém souber algum motivo pra isso não funcionar, por favor me explica que aproveito pra aprender.

Link do jack que estou sugerindo:
https://www.multcomercial.com.br/jack-j10-mono-6-35mm-com-4-terminais-ls-2028.html

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