Os watts e eu

Started by bossman, 12 de July de 2013, as 16:00:36

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felixmeirelles

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O que pode queimar os falantes dos amps de guitarra:
-> overload no amp (clipping) -> gera alta distorção na saída com alta carga e variação -> que é reproduzido pelo falante (que pode esquentar e queimar)
Como eu falei isso acontece direto!!!  (guitar_player


O que você não está entendendo é que não tem como desencadear uma ação usando uma consequência.
Quando gravamos ou reproduzimos, estamos captando o que sai do falante, não estamos "vendo" todo o processo que envolveu a saída daquele som.

Não é questão de qualidade na reprodução somente, mas de atenuação natural dos picos da distorção na passagem pelo próprio falante e por outros sistemas.
Mas é lógico que o som de uma guitarra gravada ou reproduzida é bem diferente de como ela sai do amp fresquinho.

xformer

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Quote from: felixmeirelles on 19 de July de 2013, as 01:47:23
O que pode queimar os falantes dos amps de guitarra:
-> overload no amp (clipping) -> gera alta distorção na saída com alta carga e variação -> que é reproduzido pelo falante (que pode esquentar e queimar)
Como eu falei isso acontece direto!!!  (guitar_player

O que você não está entendendo é que não tem como desencadear uma ação usando uma consequência.
Quando gravamos ou reproduzimos, estamos captando o que sai do falante, não estamos "vendo" todo o processo que envolveu a saída daquele som.

Não é questão de qualidade na reprodução somente, mas de atenuação natural dos picos da distorção na passagem pelo próprio falante e por outros sistemas.
Mas é lógico que o som de uma guitarra gravada ou reproduzida é bem diferente de como ela sai do amp fresquinho.

Matou a charada ! É isso mesmo. Eu não tinha pensado que o sinal que sai do amplificador que toca a guitarra e vai pro falante é muito diferente do sinal que vai pro falante de um amplificador reproduzindo o som gravado (porque o microfone só capta o sinal do som que foi gerado). Então realmente o conceito do Homero não serve pra amplificadores de guitarra.
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

bossman

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#47
Quote from: xformer on 19 de July de 2013, as 00:43:33
Então o que sai do amplificador e vai pro alto-falante não seria igual nos dois casos ?

Acho (na verdade tenho certeza) que não hein!



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Quote from: xformer on 19 de July de 2013, as 01:08:57
 Senão qual a vantagem do pessoal ficar gravando vídeos e samples pro pessoal ouvir reproduzido e dizer: que timbre legal  !!! Quando na verdade não tem muito a ver com a realidade.  

Mas é isso oque ocorre! Penso que na verdade esses samples apenas chegam perto do som real da coisa.
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Ledod

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  1. eduardo.mellonotto@gmail.com
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 Lendo novamente as mensagens, alguns conceitos estão estranhos...

Vamos imaginar que temos um amplificador de guitarra transistorizado (para comparar com um PA), com pré e power. A distorção do sinal se dá SEMPRE no pré, nunca vi alguem que gostasse do som de um power transistorizado saturado... Se inserirmos uma senóide na entrada e na saída do pré o sinal fosse praticamente uma onda quadrada, estaríamos aplicando ao power uma onda quadrada e o falante sofreria as consequências ao tentar reproduzir. O power não estaria saturado.

Pois bem, e se agora colocássemos um microfone em frente ao amplificador que captasse essa onda quadrada (digamos que o falante e o microfone sejam os mais fiéis possíveis, com resposta em frequência plana) e aplicássemos esse sinal gravado a um amplificador de áudio, qual seria a diferença, normalizando as amplitudes dos sinais?
Ao meu ver é a mesma coisa!

A diferença é o "programa musical". Um sinal de guitarra distorcido é muito diferente de um "sinal musical de rock". O espectro de frequências da guitarra, como todos sabem, é muito menor! Para que o sinal da guitarra tenha a mesma pressão sonora que um metal pesado, a potência será maior. Os regimes dos amplificadores é que são bem diferentes.

Acho que essa é a questão, onda quadrada é onda quadrada, não importa se é no PA ou no amplificador de guitarra. Um sinal quadrado de 10Vpp de amplitude em falantes iguais terão o mesmo efeito, independente de quem os gerou.

Um abraço

Eduardo

Patines

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#49
O que passa é que amplificadores para reprodução sonora genérica costumam ser realimentados, fazendo com que a faixa passante seja alargada...  resumindo, a frequencia máxima reproduzível é bem maior que um amplificador para guitarra, que GERALMENTE não é realimentado.  É bem fácil escutar o início da saturação de uma onda num amplificador realimentado.  Até a saturação a onda era senoidal, e é neste ponto onde a realimetação deixa de existir momentâneamente o que pode causar grandes desequilíbrios na polarização(com projeto pobre) e efeito gate.   A não realimentação é que deixa o timbre de cada amplificador mais exposto e num amplificador de guitarra, a faixa passante é menor, pois não é realimentado; a saturação então deixa de ser tão audível e desagradável.

Como todos sabem, um sinal quadrado pode ser decomposto numa série de Fourier.  Num PA genérico, como existe a possibilidade de reproduzir frequencias maiores, o "canto" da onda é mais agudo.  Isto é que causa maior mudança de velocidade da bobina=maior aceleração e a consequante degradação da bobina ou aquecimento exagerado.  Trocando em miúdos, a saturação do PA genérico danifica o falante, da minha experiência, seja ele(o falante) maior do que a potência do amplificador ou menor também.  Muito já queimei falantes antes de perceber isso.

Veja um exemplo de onda quadrada com diversos limites de frequencia máxima.  Quanto maior a frequencia máxima, mais agudo o canto da onda.



Já no amplificador da guitarra, as frequencias maiores da série de fourier, no caso de uma onda quadrada, não são reproduzidas pelo amplificador, ou tem uma amplitude menor, já que a faixa de frequencia possível é menor.  Uma onda quadrada, produz o dobro da potência que uma onda seno de mesma amplitude, e o sinal produzido pela guitara, facilmente chega á saturar o amplificador.  Saturar não significa reproduzir a onda quadrada pela deficiência do amplificador em reproduzir uma faixa maior de frequencias, salvo alguma ressonãncia em frequencias específicas.  Por isso, é prudente num amplificador de guitarra usar um falante de no mínimo o dobro da potência.

E se quer usar para sempre um falante num amplificador de guitarra, perca as esperanças..  só se ganhar na loteria.

Isto é minha visão, colocada está e não vejo discordâncias com o autor do texto discutido.

Bom proveito pra quem possa entender.  T+

felixmeirelles

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Lembro me de uma vez que fui ensaiar em um estúdio e tinha um cabeçote de baixo engraçado, achamos maneiro aquela luzinha ascendendo escrita "overload".
Quanto mais a luzinha piscava mais maneiro o som ficava, distorção da boa.  (guitar_player

Botamos a luzinha para piscar bem, até a hora que foi ouvido um grande "peido", e o som do baixo ficou parecendo a voz do Patolino.  >;(

Pensamos "fedeu", saímos quetos, e graças a Deus não tivemos que pagar um falante novo...  :D

Espanhol

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Quote from: felixmeirelles on 19 de July de 2013, as 15:39:07
...achamos maneiro aquela luzinha ascendendo escrita "overload".
Tá vendo como é importante saber inglês  :D
"Quando falares, cuide para que suas palavras sejam melhores que o silêncio".


bossman

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Só hoje pude agradecer Guilherme!

Obrigado!
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Guilherme

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Disponha.

O Homero seria o tipo da pessoa que eu gostaria de ver aqui no Fórum. Acho que não só eu, mais uns dois ou três mil...

Abraçao

Guilherme