Multimetro Engro mod. 462

Started by raphaelCoelho, 10 de October de 2020, as 02:58:58

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raphaelCoelho

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Xformer por 50 reais tava barato, mesmo que tivesse algum defeito, mas, como disse o Alexandre, 1400 reais é muito caro mesmo  :D
Na semana que vem vou atrás de um desses multimetros genéricos analógicos que tem o mesmo fundo de escala desse engro e vou tentar consertar ele.
Grande abraço, Raphael!

xformer

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#31
Caro não, como eu já escrevi antes, 1400 Reais é delírio de alguns vendedores no Mercado Livre.

Para ter uma ideia, um similar novo no Japão, da renomada Sanwa, custa por volta de 100 dólares (anúncio em loja por 10428 ienes):



Mas deixa estar, se um dia eu for ao Japão, eu trago um pra mim (ou na pior das chances, peço para uma prima de lá comprar pra mim, só que ela acresce 25% no valor    :D  ).
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

Alfredo Padrao

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#32
O curioso do multímetro ENGRO 584 é que ele tem o escala de "resistência" com o fundo invertido em relação ao ENGRO 484.

Quando é colocado na escala de resistência, a agulha muda de lado, e passa a flexionar em sentido contrário as outras escalas.
Aqui tem um vídeo que mostra: https://www.youtube.com/watch?v=8MPS1XlVBBw&feature=emb_logo

Eu tenho 2 do modelo ENGRO 484 desde 1990, sendo que um deles o mostrador de plástico ressecou e está trincado de tanto tempo guardado.


xformer

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Isso acontece porque os multímetros eletrônicos (seja com válvulas, fets ou amplificadores operacionais) medem a resistência através de um divisor de tensão, ou seja, eles medem a tensão sobre o resistor desconhecido, ao contrário dos multímetros analógicos simples, que medem a corrente que passa pelo resistor desconhecido. 

Esta é uma escala de um VTVM em que a escala de resistência tem o valor zero do lado esquerdo da escala e o valor infinito do lado direito da escala:


Pra ilustrar melhor, eu desenhei uns traços nesta escala:

Veja que o valor central é 10 ohms. Nesse caso ele seria um dos resistores do divisor de tensão. Quando você deixa as pontas de prova em contato uma com a outra (resistência zero), então a tensão sobre elas é zero e o medidor aponta pro zero da escala. Quando as pontas estão abertas, a tensão sobre elas é máxima e o medidor aponta para o infinito.  Quando colocamos uma resistência de 10 ohms (igual ao resistor do divisor), então a tensão se divide igualmente entre o resistor e a resistência ligadas nas pontas de prova e o medidor aponta para o meio da escala (metade da tensão máxima). Se a resistência medida for de 3,33 ohms, então a tensão nas pontas de prova vai ser de 1/4 da tensão máxima já que a razão de resistências será de 3,33 / (10 + 3,33) = 0,25.  Da mesma forma, se a resistência medida for de 30 ohms, a tensão nas pontas de prova será de 3/4 da tensão máxima, proporcional à razão das resistências:  30 / (10 + 30) = 0,75.   Para mudar a magnitude da escala, muda-se a resistência do divisor de tensão (o valor de meio de escala).

Já nos multímetros não eletrônicos, a escala do ohmímetro começa com infinito (corrente igual a zero) e termina com zero ohms (corrente máxima):

Nesse caso a medição tem um resistor de 20 ohms (meio de escala) dentro do multímetro em série com a bateria interna. Quando fechamos as pontas de prova (zero ohms), a corrente vai ser máxima e o medidor aponta para o fim da escala. Quando deixamos as pontas separadas, a resistência é infinita (circuito aberto) e não há corrente, o medidor aponta para o começo da escala (zero de corrente = resistência infinita).  Quando medimos uma resistência de 20 ohms, a corrente será metade da máxima, pois temos o dobro (20 + 20 ohms) da resistência de referência (20 ohms). Quando medimos uma resistência de 60 ohms, a resistência total será de 80 ohms e assim a corrente será de 1/4 da máxima. Quando medimos uma resistência de 6,66 ohms, a resistência total será de 26,66 ohms e assim a corrente será 3/4 da máxima.

Em resumo, multímetro eletrônico mede tensão sobre o resistor (e varia conforme o valor de resistência), enquanto que multímetro simples mede a corrente que passa no resistor (e é inversamente proporcional, por isso a escala reversa).


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#35
Não sei, mas vou acreditar que o sujeito que conserta e entende dos galvanômetros não seja o mesmo fulano que anuncia e responde às perguntas feitas no Mercado Livre.

O anúncio tem uma série de incoerências nas especificações, uma hora é de 18 mA, hora é de 18 uA (o que eu acho mais provável), outra é de 16 uA, o medidor é semi-novo e nunca usado (o que interessa é se está funcionando, o que não é dito), mas é anunciado como usado, e por aí vai.  

Um entendido em medidores não cometeria esses enganos e responderia melhor as perguntas feitas pelos clientes (parece que ele nem conhece os multímetros que o pessoal quer consertar). Pelo balaio de gatos que são os produtos anunciados (desde relógios de bolso a caldeiras industriais) parece apenas um negociante de máquinas que revende coisas usadas e por acaso veio a receber um multímetro quebrado com um excelente medidor (mas que eu fico agora com um pé atrás se está funcionando).  
Quem enviar um aparelho para reparo, precisa torcer para que haja um senhorzinho (pelas boas respostas, o Sr. Ruy), já de idade, com real conhecimento no conserto, por trás do anunciante (Renner).
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raphaelCoelho

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Pois eu tava lendo, em um momento é 16 uA em outro 18 uA. Em 5/11/2018 o valor do conserto de um galvanômetro era 300 reais. Se for um trabalho bom em um multimetro bom, pode valer a pena. De toda forma, nesse meu Engro o mais barato seria comprar um desses multimetros de 50 reais e trocar. Um bom multimetro, certamente vale um conserto do galvanômetro. Mas ai seria mais coerente mandar para o senhor de Porto Alegre, cujo Asim já teve um trabalho feito por ele.
Grande abraço, Raphael!

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#37
http://www.rennerinstrumentos.com.br/instrumentos-de-medicao.html

Nem fala o endereço.

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Achei no site:
Rua Senador Henrique Novaes (138 ou 148)  - Vila Nova York - São Paulo - SP

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A.Sim

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#38
Quote from: xformer on 21 de October de 2020, as 19:31:24
Quem enviar um aparelho para reparo, precisa torcer para que haja um senhorzinho (pelas boas respostas, o Sr. Ruy), já de idade, com real conhecimento no conserto, por trás do anunciante (Renner).

Pois é, o velhinho... tem sempre um velhinho por trás de todo trabalho manual legal. Eu tenho arrepios só em pensar o que vai ser do mundo quando todos eles falecerem; onde vai parar a pobre tecnologia nacional ? Nas fábricas aqui da região, toda vez que vou fazer uma visita técnica, sou apresentado a um desses valorosos senhores, que são os que dominam a tecnologia do produto que a fábrica faz. De metalúrgicas a fábricas de calçados e de máquinas, já conheci uma porção. Há um monte de gente trabalhando, mas quando a coisa aperta precisa chamar o senhor de cabelo branco...

Aliás, eu próprio já estou nessa classe. Meu sócio, que está com 65, já entrou nela há tempos. A Schatz é uma empresa de "velhos" e a tecnologia morre conosco, assim, aproveitem enquanto a "gente" ainda está "por aí" fabricando transformadores.

E manda o multímetro pro Roquilo antes que não dê mais tempo !
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Quote from: A.Sim on 21 de October de 2020, as 23:15:54

Aliás, eu próprio já estou nessa classe. Meu sócio, que está com 65, já entrou nela há tempos. A Schatz é uma empresa de "velhos" e a tecnologia morre conosco, assim, aproveitem enquanto a "gente" ainda está "por aí" fabricando transformadores.


Ia comentar: aqui no fórum, no futuro, haverá um monte desses velhinhos que sabem tudo  ;)
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Outro dia, estava eu procurando um relógio para comprar lá na região da 25 de março. Um amigo meu me perguntou: "você ainda usa relógio ?".  Hoje a rapaziada nem tem mais relógio, basta ter o celular. Pra piorar eu queria ainda um relógio de leds, que eu pudesse ver as horas no escuro, e com dígitos grandes. Eu até achei um, da "Nike" (  :D ), paguei 10 reais.
Mas a questão é que hoje, as crianças nem aprendem mais a ler o horário num relógio de ponteiros analógico. Se não for em mostrador digital, nada feito. Da mesma forma, muita gente de cursos técnicos na área elétrica nem aprende mais a usar um multímetro analógico (isso se aprenderam a usar os digitais). Então, tanto os relógios analógicos (e inclua aí, despertadores, rádio-relógio, etc)  como instrumentos analógicos (carros atuais vem com velocímetros digitais - argh) estão com os dias contados.
Em tempo, ver o relógio no celular tem uns problemas pra mim: no Sol não enxergo direito a tela, às vezes o horário está errado porque vem da operadora (depois desliguei isso), bateria acaba, etc.  Então meu reloginho analógico Technos me salva (o display digital dele é tão pequeno, que nem dá pra ler as horas).
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