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Started by Adiel, 03 de March de 2014, as 19:00:45

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Patines

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#30
Quote from: hgamal on 05 de March de 2014, as 09:38:43
Quote from: Patines on 04 de March de 2014, as 18:55:52
Deve existir um resistor indo de Vb à entrada não inversora para poder polarizar o OPAMP.
Nesta configuração (não inversor clássico, com "terra virtual" para fontes simples), a "polarização" é feita pela entrada inversora!

Ocorre que a entrada inversora causa a realimentação negativa em DC, que deve fazer com que a entrada inversora  vá à mesma tensão DC que a entrada não inversora.  Se a entrada não inversora estiver flutuando(ligada somente ao capacitor), a saída do OPAMP  ficará instável e provavelmente vai saturar ou no positivo ou no negativo.  A entrada não inversora não pode ser ligada apenas ao capacitor.  Para os que conhecem esta configuração por favor se pronunciem, pois não acho produtivo discutir sobre isto.

Quote from: hgamal on 05 de March de 2014, as 09:38:43
A idéia aqui é ter ganhos DC e AC diferentes, justamente para manter o ganho original sugerido pelo Adiel.

só quero alertar que este esquema postado pelo HGamal não terá a mesma curva em frequência que o amplificador do Adiel.

Sugeri apenas uma forma de não usar dois capacitores ou capacitor NP sem necessidade: ligar o terminal positivo do capacitor à malha de realimentação e o terminal negativo ao GND, pois não existe necessidade de usar o capacitor ligado ao VB.  Para ter o ganho próximo ao esquema do Adiel, sugeri um resistor de 47R em série com o capacitor, que nem precisa ser eletrolítico, pode ser o de 470nF que por sua vez seria ligado ao GND.  O ganho e a resposta em frequência seriam bem próximos do circuito original.

No circuito (corrigido) do HGamal, com um capacitor de 100uF em série com um resistor de 47R, passaria AC a partir dos 33HZ, o que pode ser uma vantagem, comparados aos 8500HZ do circuito do Adiel.

A não ser pelo divisor resistivo R3 e R4(que no circuito do HGamal deveria se utilizar do Vb e de mais um resistor), seria quase o esquema a seguir para poder funcionar:


Vejam lá: http://www.radio-electronics.com/info/circuits/opamp_non_inverting/op_amp_non-inverting.php

Mais um(apagando os diodos):

em: http://www.generalguitargadgets.com/richardo/distortion/

Abraços, T+  Saúde e amor!

hgamal

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Quote from: Patines on 05 de March de 2014, as 17:51:45
Ocorre que a entrada inversora causa a realimentação negativa em DC, que deve fazer com que a entrada inversora  vá à mesma tensão DC que a entrada não inversora.  Se a entrada não inversora estiver flutuando(ligada somente ao capacitor), a saída do OPAMP  ficará instável e provavelmente vai saturar ou no positivo ou no negativo.  A entrada não inversora não pode ser ligada apenas ao capacitor.  Para os que conhecem esta configuração por favor se pronunciem, pois não acho produtivo discutir sobre isto.

Ocorre que, mais uma vez, o Patines tem razão, troquei a imagem e coloquei um resistor na entrada inversora do OP-AMP. Patines é muito nervoso com esta questões... Estava errado, eu corrigi, pronto, não há discussões no campo da ciência: a operação aritmética 1+1 tem que dar 2!

Idealmente, os op-amps permitiriam o uso de ligações diretas, mas no campo dos componentes reais, como nos TL-072 e 4558, onde suas entradas são gates e bases de transistores, a polarização se faz necessária sim - o caso do TL-072 ainda é mais agravado por sua alta impedância de entrada.

Antigamente, usava-se muito os LM387 e LM381, que internamente são polarizados, neles não se fazia necessário o uso de qualquer polarização externa.

Muito bom ter um Patines aqui para ajudar-nos em questões que seriam somente detectadas no protótipo. 

Mas eu já ia sugerir outra coisa... que tal usar o circuito não inversor como sugerido no meu desenho, trocando o resistor de 10k ligada entre a entrada inversora e o VB por 1k, trocar o POT de 100k por 1M e por fim retirar os capacitores de bypass (do resistor de 10k que agora é 1K).

Sei que a resposta de frequência será diferente (mais plana), mas a teremos distorção severa, com valores altos do POT e ganho 10 quando o POT for 0! Acho que ficará bem versátil. Se os graves se tornarem problemáticos, um simples capacitor pode nos salvar!

T-
Deus salva... e o Rock alivia! Ainda está em tempo do Rock 'n' Roll te salvar

Patines

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#32
Quote from: hgamal on 05 de March de 2014, as 19:24:18
Mas eu já ia sugerir outra coisa... que tal usar o circuito não inversor como sugerido no meu desenho, trocando o resistor de 10k ligada entre a entrada inversora e o VB por 1k, trocar o POT de 100k por 1M e por fim retirar os capacitores de bypass (do resistor de 10k que agora é 1K).

Novamente aqui teremos um problema de polarização, com potenciômetro de 1M no máximo, e resistor de 1K ligado ao Vb teriamos um ganho DC de 101X  1001X, o que multiplicaria um offset de 10mV X 101 = 1,01V.  10mV X 1001= 10,01V.  Isso poderia dar na saída do opamp, polarização de  VB+-1,01V..  Calculei mal, é VB +-10,01V -> saturação.

Por isso o melhor seria evitar o ganho DC e ligar o resistor de 1K em série com um capacitor de uns 10uF ao GND.  De preferência 10uF de tântalo, mas poderia ser um eletrolítico de boa qualidade.  Também é uma boa prática ligar ao GND, porque os resistores de 10k e o capacitor de 47uF do VB tem impedância bem maior que o resistor de 1k.  Usar o Vb neste caso é prejudicial ao circuito, pois poderia trazer realimentação positiva na segunda etapa, podendo aparecer barulho de barco a motor.

Abraços, T+  Saúde e amor!

PS: perdoem qualquer nervosismo.

hgamal

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A modificação me parece boa!

Acho que poderíamos aumentar o resistor de 1k para uns 4.7k, assim teremos um ganho inicial perto de 2! Assim, fica mais versátil. Se o ganho final ficar muito alto, podemos usar um resistor de 500k ou menor!

Este circuito ficaria muito parecido com o estágio de entrada do SD-1/TS-808, sem os diodos de clipping.

Nos dois casos o capacitor (sugerido pelo Patines) é ligado ao Vb - acho acertado o uso do terra. O SD-1 usa um POT de 1M e o TS-808 um de 500k.

Adiel o que você acha desse estágio como estágio de entrada?

E sobre usar SMPS (7660) para ter uma uma fonte simétrica? Acho que este circuito pode ter vantagens com mais headroom!
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Patines

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#34
Quote from: hgamal on 05 de March de 2014, as 20:05:43
Este circuito ficaria muito parecido com o estágio de entrada do SD-1/TS-808, sem os diodos de clipping.

Nos dois casos o capacitor (sugerido pelo Patines) é ligado ao Vb - acho acertado o uso do terra. O SD-1 usa um POT de 1M e o TS-808 um de 500k.

Justamente nestes pedais citados, o diodo de climpagem ceifamento está na primeira etapa de amplificação e não existe uma segunda etapa de alto ganho para realimentar positivamente.  Mesmo assim, eu como projetista destes pedais utilizaria o GND para derivar sinais e Vb apenas para polarizar.

Veja que existem motivos para que os pedais sejam projetados daquela maneira.

Tanto no SD-1 quanto no TS-808, por ter entrada não inversora e climpagem ceifamento na primeira etapa, parte do sinal que entra é somada ao sinal distorcido, fazendo com que exista uma parte superior do sinal arredondada e não plana.  Isso ajuda a fazer deles tubescremers. No pedal do Adiel, esta "proeza" é conseguida por utilizar um resistor em série com os diodos, conferindo a tal característica citada no primeiro post.

Sugiro colocar um resistor de 1M em paralelo com os diodos na segunda etapa, para estabilizar a polarização DC, evitando certos TOC-TOC no circuito.

Quote from: hgamal on 05 de March de 2014, as 20:05:43
E sobre usar SMPS (7660) para ter uma uma fonte simétrica? Acho que este circuito pode ter vantagens com mais headroom!

A não ser por trazer um CI mosca branca ao projeto, mais headroom e muito bom.!

T+  Saúde e amor!

Adiel

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#35
Como relatou Patines, e eu já havia dito antes, a característica chave desse projeto é o arranjo dos diodos com o potenciômetro no segundo operacional.  O pré de entrada pode ser apenas um amplificador de resposta plana, ou algum que evidencie frequências ao gosto do cliente alvo.

Um ganho de 1 a 10 vezes no estágio de entrada não é o bastante para determinadas circunstâncias, prefiro usar algo em torno 20 ou 30 vezes, pelo menos, o que deve introduzir alguma distorção por clipagem por conta do excesso de ganho.  A intenção aqui não é um pré totalmente limpo na entrada, mas um sinal de boa amplitude para ser ceifado ou não, de acordo com a necessidade e com a intenção do usuário.  

Nós usávamos o projeto original de CCDB (publicado na série do sintetizador) na nossa banda, para tocarmos hard rock e heavy metal, nos idos anos 80.  Naquela época, os 741 tinham que ser selecionados um a um, pois chiavam pacas!

Esse é o projeto que montávamos:



Minha experiência com o 7660 foi interessante, mas não totalmente satisfatória.  Com o Hell's Gain e seus filtros, funcionou muito bem, mas num circuito mais simples, como o PlexiDrive, o 7660 mostrou-se um excelente gerador de ruído, principalmente quando utilizado com pedais de modulação estilo vintage.

xformer

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#36
Quote from: Patines on 05 de March de 2014, as 20:19:28
Justamente nestes pedais citados, o diodo de climpagem está na primeira etapa de amplificação e não existe uma segunda etapa de alto ganho para realimentar positivamente.

Patines, essa palavra não existe e dificulta a compreensão do texto e é intraduzível para outros idiomas. Eu fiz um comentário e você o apagou, isso não colabora em nada para o fórum. Novamente reitero, seria melhor usar o termo em inglês "clipping" ou uma tradução para português "ceifamento".
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

Patines

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#37
Quote from: xformer on 05 de March de 2014, as 20:49:38
Quote from: Patines on 05 de March de 2014, as 20:19:28
Justamente nestes pedais citados, o diodo de climpagem está na primeira etapa de amplificação e não existe uma segunda etapa de alto ganho para realimentar positivamente.

Patines, essa palavra não existe e dificulta a compreensão do texto e é intraduzível para outros idiomas. Eu fiz um comentário e você o apagou, isso não colabora em nada para o fórum.

Opa...  não apaguei comentários.  Acho que foi na hora que modifiquei o post, pois sempre são cheios de erros de português, pois meu teclado é meio velho e vou corrigindo quando vejo(os erros).

Essa palavra é um neologismo, não documentado porque é restrito a um pequeno grupo.  Creio que é preferível utilizar esta palavra do que utilizar um termo em inglês, que segundo entendi, deve ser banido do fórum..   Bem...mas certo vou usar "ceifamento".

Aliás porque a palavra "clipping"  não foi comentada?

Abraços..  T+  Saúde e amor!

Adiel

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#38
Talvez o termo procurado aqui seja "clipagem", sem o "m", que seria referente a recorte, aproximado do ceifamento e do clipping.

Esse projeto usa ceifamento como possibilidade, e o não-ceifamento como opção.

xformer

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Clipagem seria um aportuguesamento, mas ainda assim fazer neologismo de algumas palavras que só um grupo restrito vai entender, não tem sentido. Da mesma forma que vocês usaram "headroom", "offset", "gates", "opamp" nas mensagens acima, poderia ter deixado "clipping" mesmo, além disso muitos termos nem tem tradução ou correspondente adequado em português, nesses casos é melhor deixar no idioma original mesmo.

Meu comentário deve ter sumido pois você devia estar editando ao mesmo tempo.
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

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#40
Voltando ao assunto, no circuito original, com 741, assumindo um captador ligado ao pedal, com impedância de 7K ligado à entrada do circuito, daria um ganho em torno de 7X, só para comparação aos circuitos que estamos comentando.

Modificando novamente...   faixa de passagem plana(será?) a partir de 227HZ e ressonância(pico de amplitude) em 503HZ para indutância de 1H no captador

T+  Saúde e amor!

Adiel

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#41
Quote from: Patines on 05 de March de 2014, as 21:03:30
Voltando ao assunto, no circuito original, com 741, assumindo um captador ligado ao pedal, com impedância de 7K ligado à entrada do circuito, daria um ganho em torno de 7X, só para comparação aos circuitos que estamos comentando.


Bom saber!  A gente não encontra muita literatura sem o arranjo mais tradicional de R1 e R2 no controle de ganho dos operacionais.  Será que é só isso, mesmo?  Eu usei um resistor de 4K7 em série com C2, e o resistor do elo de 100K (ganho = 20 ?), e o ganho foi inferior ao arranjo sem R1, com o mesmo resistor de 100K no elo.


E, senhores, a minha intenção principal aqui foi levantar questões acerca de combinações menos tradicionais com operacionais.  Não desejo, de forma alguma, que essa discussão descambe para outros caminhos menos nobres que os do entretenimento, do prazer em conhecer novas (ou velhas) possibilidades, e que possamos contar com as presenças tão brilhantes de nossos amigos em tal tarefa didática.

Calma, pois o Brasil ainda é nosso...   :)

Patines

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#42
Ressonância(pico de amplitude) em 503HZ para indutância de 1H.
Ressonância(pico de amplitude) em 227HZ para indutância de 2H.

Na Ressonância, o capacitor de 100nF se anula com o indutor e o ganho seria calculado assim:

G= 470k/7k = 67,15 X..   Opa!!!   estou meio dormindo hoje!!

Os cálculos não mentem.  Até vale uma simulação do circuito para verificar os efeitos das impedâncias no circuito.

T+  Saúde e amor!

Adiel

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#43
Quote from: Patines on 05 de March de 2014, as 21:16:04

G= 470k/7k = 67,15 X..   Opa!!!   estou meio dormindo hoje!!


A gente te perdoa, afinal, é fim de carnaval...    :D

P.S.: Fiz uma edição ali em cima.


Patines, você usa algum programa em especial para esses cálculos?

hgamal

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Quote from: Adiel on 05 de March de 2014, as 21:07:55
E, senhores, a minha intenção principal aqui foi levantar questões acerca de combinações menos tradicionais com operacionais.  Não desejo, de forma alguma, que essa discussão descambe para outros caminhos menos nobres que os do entretenimento, do prazer em conhecer novas (ou velhas) possibilidades, e que possamos contar com as presenças tão brilhantes de nossos amigos em tal tarefa didática.

Fica calmo, está tudo sobre controle... não há como fazer omelete sem quebrar ovos!

Está bom o espírito de contribuir... a pressa é que não ajuda!

Mas acho sempre bom ter um "lider do projeto". Aqui que o melhor "lider" é o mais centrado. Ai vejo você nesta posição, neste projeto. Você decide em qual direção devemos ir. Nós tentaremos o melhor na direção que você traçar! Claro que alguns xingamentos serão proferidos... mas esta é a parte humana da coisa!
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