O meu primeiro Hi-Fi valvulado.

Started by Ferro_Velho, 18 de August de 2017, as 14:44:10

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A.Sim

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Quote from: xformer on 25 de September de 2017, as 12:01:17
Aliado à excelente explicação do Eduardo sobre os catodos, tem de lembrar que o catodo não é como um elemento radiativo que fica emitindo partículas e se exaure com o tempo.
O amplificador é um circuito elétrico, e como tal é um circuito fechado. Os elétrons emitidos pelo catodo provém do terra, que por sua vez é o negativo da fonte de tensão. Os elétrons apenas passam pelo catodo, vindos do negativo da fonte, chegam à placa e dela alcançam novamente o positivo da fonte. O catodo não é um fornecedor limitado de elétrons, apenas o elemento que os emite para a placa (anodo).

Lamento discordar do colega, mas é exatamente o contrário. O catodo pode ser considerado como um elemento "irradiativo" ( ao invés de "radioativo"... ) e se esgota, sim, quando não tem mais como emitir elétrons. O catodo é um fornecedor limitado de elétrons, tanto na corrente máxima que dele pode ser drenada num dado momento ( corrente de saturação ) como na quantidade total de elétrons que ele pode emitir, determinada pela quantidade de bário ativo que o mesmo pode dispor em sua vida útil.

Os elétrons que vêm da fonte via conexão de terra somente servem para restaurar a neutralidade de carga do catodo e fechar o circuito. A prova disso é o potencial de contato que surge entre catodo e grade, quando ambos os eletrodos estão em aberto.
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#61
Alexandre, eu quis dizer radioativo mesmo, me referindo a elementos como urânio, plutônio, rádio, césio.  No caso do catodo, minha explicação é dizer que ele não é a fonte dos elétrons (como se fosse num circuito aberto), mas apenas um elemento de passagem dos elétrons que vem da fonte. O fato do catodo ter limitação à emissão de elétrons ou parar de emití-los, não tem relação com o fato de se acabarem os elétrons dele, mas com a degradação do material de que é feito, o que impossibilita a propriedade de emissão.
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

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#62
Quote from: xformer on 25 de September de 2017, as 12:17:02
Alexandre, eu quis dizer radioativo mesmo, me referindo a elementos como urânio, plutônio, rádio, césio.  No caso do catodo, minha explicação é dizer que ele não é a fonte dos elétrons (como se fosse num circuito aberto), mas apenas um elemento de passagem dos elétrons que vem da fonte.

Não, Xformer...o catodo É a fonte dos elétrons. Não é necessário conexão com a fonte para o fenômeno da emissão termoiônica acontecer.

O que acontece em um catodo aquecido e isolado é que, com o tempo, ele fica positivo o suficiente para atrair de volta os elétrons que foram emitidos e não foram capturados por um elemento frio e próximo, como a grade. Ou, sendo mais rigoroso, ficando mais positivo, a altura da barreira de potencial que os elétrons aquecidos têm de vencer fica mais alta e a emissão acaba cessando.
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Quote from: A.Sim on 25 de September de 2017, as 12:20:46
Não, Xformer...o catodo É a fonte dos elétrons. Não é necessário conexão com a fonte para o fenômeno da emissão termoiônica acontecer.

O que acontece em um catodo aquecido e isolado é que, com o tempo, ele fica positivo o suficiente para atrair de volta os elétrons que foram emitidos e não foram capturados por um elemento frio e próximo, como a grade.

Deixe de ser chato Alexandre, você sabe que esse não é o caso de funcionamento normal do circuito (que é fechado) que é que interessa em questão.
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Só estou ajudando para que não se crie ( mais um ) conceito errado no forum.
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QuoteO que acontece em um catodo aquecido e isolado é que, com o tempo, ele fica positivo o suficiente para atrair de volta os elétrons que foram emitidos e não foram capturados por um elemento frio e próximo, como a grade. Ou, sendo mais rigoroso, ficando mais positivo, a altura da barreira de potencial que os elétrons aquecidos têm de vencer fica mais alta e a emissão acaba cessando.

Esta levando em consideração que o triodo esta sem conexão nenhuma, apenas aquecido, na temperatura nominal?

As perguntas  são:

Levando em consideração que: o cátodo, a grade e o ânodo estão sem conexão nenhuma com o circuito e os dois filamentos estarão acesos na temperatura nominal, portanto toda a válvula estará na temperatura nominal.

Usar apenas um triodo gasta o outro?

O triodo sem uso interfere negativamente no sinal do triodo em uso?

Abraços.

A.Sim

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Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 12:39:46
Estás levando em consideração que o triodo esta sem conexão nenhuma, apenas aquecido, na temperatura nominal?

Sim.

Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 12:39:46
Levando em consideração que: o cátodo, a grade e o ânodo estão sem conexão nenhuma com o circuito e os dois filamentos estarão acesos na temperatura nominal, portanto toda a válvula estará na temperatura nominal.

Usar apenas um triodo gasta o outro?

Sim. Por evaporação do bário do catodo e pela formação da resistência de interface.

Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 12:39:46
O triodo sem uso interfere negativamente no sinal do triodo em uso?

Não.
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#67
Obrigado pelas respostas, mas essa taxa de evaporação do bário do catodo é significativa?

Em relação ao uso normal do triodo, como seria essa degradação sob o ponto de vista temporal?


P.S.: Estás TU

        Esta VOCÊ

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Quote from: A.Sim on 25 de September de 2017, as 12:39:18
Só estou ajudando para que não se crie ( mais um ) conceito errado no forum.

Tá, então você corrige acima, que irradiação se refere a emissão de ondas eletromagnéticas e não de elétrons. E outro conceito errado (ou termo incorreto usado por todos) é a emissão termoiônica, já que nenhum íon é emitido.
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

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#69
Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 12:46:11
Obrigado pelas respostas, mas essa taxa de evaporação do bário do catodo é significativa?
Em relação ao uso normal do triodo, como seria essa degradação sob o ponto de vista temporal?

A evaporação do bário e a resistência de interface são os fenômenos que determinam a vida útil do catodo. Logo, a evaporação do bário é significativa.

A pergunta ao projetista é simples : por que deixar o triodo não-utilizado com o seu filamento ligado ? Para manter o outro triodo "acordado" ?

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Quote from: xformer on 25 de September de 2017, as 12:48:16
Quote from: A.Sim on 25 de September de 2017, as 12:39:18
Só estou ajudando para que não se crie ( mais um ) conceito errado no forum.

Tá, então você corrige acima, que irradiação se refere a emissão de ondas eletromagnéticas e não de elétrons. E outro conceito errado (ou termo incorreto usado por todos) é a emissão termoiônica, já que nenhum íon é emitido.

Irradiação pode se referir a qualquer coisa, inclusive partículas, que são irradiadas em uma emissão radioativa.

E elétron também é onda, segundo a dualidade onda-partícula, associada ao elétron em 1924 por DeBroglie.

Quanto à emissão termoiônica, melhor não mexer com um conceito tão clássico como a própria Eletrônica. Vamos respeitar os Antigos, que criaram tudo isso aí com os recursos escassos do passado.
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#70
Bem, nesta o colega confundiu mais que explicou.

Voltando a tal da resistência de interface:

Quotecom o tempo, ele fica positivo o suficiente para atrair de volta os elétrons que foram emitidos e não foram capturados por um elemento frio e próximo, como a grade

Emitidos por quem? Se não esta ligado.

Elemento frio?  Porque a grade estaria fria?

Quotea altura da barreira de potencial que os elétrons aquecidos têm de vencer fica mais alta e a emissão acaba cessando.

Que emissão?  O triodo esta desligado.

E a evaporação do bário, se é provocada pelo calor, então não será maior que a ocorrida com o uso normal do triodo.

No começo dessa estória eu disse que ligaria os dois filamentos por "achar" que seria mais prudente.

Mas se não houver nenhum problema, acendo um só, apenas que aí sim haverá partes "frias" dentro da válvula, o que fica meio incoerente com a explicação da "grade fria".





P.S.: Até agora, filtrando tudo temos:

O desgaste do triodo sem uso será igual por causa da evaporação da cobertura de bário do cátodo provocada pelo calor.

"Acho" que a válvula foi pensada para funcionar com os dois triodos acesos e com isso atingir uma determinada temperatura interna "total", e portanto é mais seguro acender os dois.

Se o preço à pagar for o consumo dos dois triodos para ter o que já expliquei anteriormente, que seja.

Ficarão acesos os dois filamentos, até acho mais bonito.


Abraços e obrigado pela colocações.                                                              







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#71
Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 13:17:33
Bem, nesta o colega confundiu mais que explicou.

É a falta de "background" que cria a confusão. O pessoal reclama, depois, quando eu escrevo aqueles textos gigantescos, assim, eu tento resumir para ficar mais fácil. Aí, "não funciona" por falta de embasamento daquele que lê. Voltemos, então aos textos completos, mas outra hora...

Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 13:17:33
Voltando a tal da resistência de interface:

Quotecom o tempo, ele fica positivo o suficiente para atrair de volta os elétrons que foram emitidos e não foram capturados por um elemento frio e próximo, como a grade

Emitidos por quem? Se não esta ligado. Elemento frio?  Porque a grade estaria fria?

Não se está falando da resistência de interface, mas, sim, da emissão termoiônica. O catodo isolado ( mas aquecido a ponto de emitir elétrons ) cria em torno de si uma nuvem de elétrons, que são emitidos com uma certa velocidade inicial ( baixa, mas não-nula ) e se afastam do catodo. A grade, que está fria ( fria o suficiente para não emitir elétrons ) acaba recebendo uma parte dos elétrons emitidos e se carrega negativamente. O catodo, que perdeu elétrons para a grade, fica positivo. Tudo sem qualquer conexão externa. É fácil ver esse efeito, basta ligar o filamento de qualquer válvula e medir a tensão grade-catodo. Às vezes, dá mais de 1 V.

Quote from: Ferro_Velho on 25 de September de 2017, as 13:17:33
Quotea altura da barreira de potencial que os elétrons aquecidos têm de vencer fica mais alta e a emissão acaba cessando.

Que emissão?  O triodo esta desligado.
E a evaporação do bário, se é provocada pelo calor, então não será maior que a ocorrida com o uso normal do triodo.
No começo dessa estória eu disse que ligaria os dois filamentos por "achar" que seria mais prudente.
Mas se não houver nenhum problema, acendo um só, apenas que aí sim haverá partes "frias" dentro da válvula, o que fica meio incoerente com a explicação da "grade fria".

O triodo está desligado ( sem conexão de catodo, grade e placa ) mas o filamento está energizado. Continua havendo emissão termoiônica dentro da válvula, como expliquei acima. E como o filamento do triodo não-utilizado na sua proposta de projeto está energizado, os fenômenos de evaporação do bário e formação da resistência de interface continuam acontecendo e envelhecendo o catodo sem necessidade. O fato de haver um triodo desligado e frio dentro da válvula não perturba o funcionamento do outro triodo.
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Ferro_Velho

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QuoteO fato de haver um triodo desligado e frio dentro da válvula não perturba o funcionamento do outro triodo.

Pronto, essa é a peça de informação prática que desde o começo estava faltando.

Se é assim, então poderei deixá-lo desligado.

Continuarei as pesquisas.


Abraços e obrigado.


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#73
Quote from: A.Sim on 25 de September de 2017, as 13:03:59
Irradiação pode se referir a qualquer coisa, inclusive partículas, que são irradiadas em uma emissão radioativa.

Mas no caso da emissão de elétrons pelo catodo, você a considera como irradiação (no caso do circuito fechado) ? Não é uma pergunta retórica (fiquei em dúvida). Em nenhum livro eu achei referência que seria uma irradiação, apenas que a corrente elétrica resultante seria pela atração dos elétrons por campos elétricos.
O que se escreve com "facilidade" costuma ser lido com dificuldade pelos outros. Se quiser ajuda em alguma coisa, escreva com cuidado e clareza. Releia sua mensagem postada e corrija os erros.

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Pensando em adicionar mais informação aqui, entrei em contato com um fabricante de válvulas e pus as questões para eles.

Aqui o email para a JJ e embaixo a tradução do "gugu", saiu até boazinha a tradução, pensei que seria pior.

[spoiler]Dear Sirs,

Please, I'm in need of some information about the JJ E88CC.

I am building a simple hi-fi single ended valve amplifier, and just bought from Banzai Germany a matched pair of yours JJ blue glass KT88 and a JJ 5U4GB.

For the preamp, I'm planning to acquire a pair of JJ E88CC.

Since the preamp in this amplifier needs only one triode per channel, the original circuit has only one valve as a preamp.

But I decided to build it with 2 E88CC , each one will have just one triode "working" at a time.

I will connect each channel in a different triode per valve socket, so I can wear both triodes in one valve by swapping the valves from one channel to the other from time to time.

So my questions are:

Should I wire and lit the filament of the unused triode or let it off to save it?

And in the case of having to let it off to save the triode, will it affect negatively the working triode to have just his filament on?

Thank you very much in advance,

Best regards,

[/spoiler]

[spoiler]Caros Senhores,

Por favor, preciso de alguma informação sobre o JJ E88CC.

Eu estou construindo um simples amplificador de válvulas simples de alta fidelidade, e acabei de comprar da Banzai Alemanha um par correspondente de seu JJ vidro azul KT88 e um JJ 5U4GB.

Para o pré-amplificador, estou planejando adquirir um par de JJ E88CC.

Uma vez que o pré-amplificador neste amplificador precisa de apenas um triodo por canal, o circuito original possui apenas uma válvula como pré-amplificador.

Mas eu decidi construí-lo com 2 E88CC, cada um terá apenas um triodo "trabalhando" de cada vez.

Vou conectar cada canal em um triodo diferente por soquete de válvula, então eu posso usar ambos os triodos em uma válvula, trocando as válvulas de um canal para o outro de vez em quando.

Então minhas perguntas são:

Devo ligar e acender o filamento do triodo não usado ou deixá-lo para salvá-lo?

E no caso de ter que deixar para salvar o triodo, isso afetará negativamente o triodo de trabalho para ter apenas seu filamento?

Muito obrigado antecipadamente,

Cumprimentos,
[/spoiler]

Esperemos a resposta.

Abraços.