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Autor Tópico: Recuperando Percloreto de Ferro  (Lida 98127 vezes)
designermx2
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« Responder #60 : 18 de Outubro de 2010, as 23:12:36 »

Bem, acho que não me expressei muito bem... quando imaginei o aquecimento no microondas, seria que os metais não seriam totalmente filtrados (levando em consideração que não existe processo de filtragem perfeito e que não sabemos o quanto é necessário para fazer do microondas uma bomba). Quando falei de ferver, queria mesmo dizer que para evaporar a água da água oxigenada que você usou. Não ferver de fazer sair bolha, mas um processo de aquecimento controlado. Isso inclui monitoramento, panela ou recipiente de vidro, poucas partes por vez. mas vou fazer umas experiências em outro momento heeh. o que imagino é remover a água da água oxigenada mesmo.

Ainda sim, está virando um ótimo tópico Eduardo. Parabéns.
« Última modificação: 18 de Outubro de 2010, as 23:26:29 por designermx2 » Registrado
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« Responder #61 : 19 de Outubro de 2010, as 05:54:58 »

Oi Designer

Entendi sua dúvida agora. Para danificar o micro-ondas, o corpo metálico precisa ter uma dimensão contínua maior que o comprimento de onda da micro-onda. Veja este vídeo em que metal é posto no micro-ondas de forma segura:

http://www.youtube.com/watch?v=35BLddSnuns

Eu faço isso regularmente em cada! E fica ótimo!

Em segundo lugar, na solução de percloreto corrosivo não existe metal. Qualquer pedaço de cobre que você possa ter lá será corroido pelo percloreto. Por isso que no processo de recuperação deve-se filtrar a solução depois de por a palha de aço. Se deixar lá, a medida que for oxidando, vai corroendo o metal e voltando no estado anterior. O depósito que se forma no percloreto usado é hidróxido de ferro, que também não é metal.

Sobre aquecer o percloreto para evaporar a água, claro que pode. Eu deixo o meu no sol e a água evapora sozinha. Não tem que gastar panela nem arriscar o fogão.

Abraços

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« Responder #62 : 20 de Outubro de 2010, as 14:03:09 »

Veja também esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=u_yg5eKjA4U
Isso é a segurança trabalhando de mãos dadas com a total sanidade mental da pessoa que fez tal experimento  Palmas

Quanto ao chumbo da solda, a fumaça que vemos é apenas estanho? sem nenhum chumbo ?
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« Responder #63 : 20 de Outubro de 2010, as 15:56:00 »

Oi Renan

Quanto ao chumbo da solda, a fumaça que vemos é apenas estanho? sem nenhum chumbo ?

A fumaça é da pasta de solda que vem junto com o fio de solda. O fio é na verdade um tubo com pasta de soldador dentro. Se houvesse chumbo nela, a esta altura todos nós já estariamos mostrando sinais de insanidade.... Epa!?!?!?

Abraços

Eduardo
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« Responder #64 : 20 de Outubro de 2010, as 17:43:06 »

 Huh? Eita... acho que respirei muito vapor com chumbo em algum lugar viu? Roll Eyes Design que se mete a fazer experiências e equipamentos para tocar _ deve ser chumbo na cabeça! Pelo menos falo por mim... mais alguém aqui?  Cheesy
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hgamal
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« Responder #65 : 20 de Outubro de 2010, as 22:09:09 »

As soldas possuem uma resina (fluxo) que ajuda no processo de solda. Esta resina é que gera a maior parte da fumaça que vemos e cheiramos. Ou seja, não é vapor de chumbo ou estanho. Certamente acontece alguma contaminação, mas é bem pequena. Se esta contaminação é ou não nociva, já não sei dizer.
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« Responder #66 : 20 de Outubro de 2010, as 22:58:31 »

hgamal

então é por isso que se segurar o estanho muito tempo no ferro de solda, fica mais dificil de fazer ele soldar no cobre? pois tira essa resina?
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« Responder #67 : 21 de Outubro de 2010, as 01:58:09 »

hgamal

então é por isso que se segurar o estanho muito tempo no ferro de solda, fica mais dificil de fazer ele soldar no cobre? pois tira essa resina?


Imagino que sim, e deve ser um dos motivos para ser tão dificil soldar (ou dessoldar) aquelas placas antigonas, com a adição de mais estanho ou resina facilitando bastante o trabalho. Grato pelas informações, pessoal, e ... Droga... "Sinais de insanidade" ? ... Acho que soldei com o ferro quente demais e vaporizei chumbo haeuheauheuheueheu.
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hgamal
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« Responder #68 : 21 de Outubro de 2010, as 06:47:49 »

... Acho que soldei com o ferro quente demais e vaporizei chumbo haeuheauheuheueheu.

Se seu ferro consegue atingir a temperatura de 1748,85 Celsius, vaporizou mesmo. Caso contrário, sua insanidade deve ser congênita ou adquirida por outras razões.
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« Responder #69 : 21 de Outubro de 2010, as 09:52:49 »

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... Acho que soldei com o ferro quente demais e vaporizei chumbo haeuheauheuheueheu.

Se seu ferro consegue atingir a temperatura de 1748,85 Celsius, vaporizou mesmo. Caso contrário, sua insanidade deve ser congênita ou adquirida por outras razões.

Acho que na verdade não é só o chumbo que eleva os niveis de insanidade, isso + choques + rock'n roll + handmades = Loucura = todos nós!  Cheesy
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Então pessoal, tinha perguntado sobre o uso de agua oxigenada cremosa no lugar da "pura", fiz um teste aqui...fico bem estranho o produto final, não sei se vai corroer, quando eu testar se funciona eu posto o resultado mais acho que não vale a pena. Falei com um professor meu e ele disse que vai me arrumar ela em 50volumes, daí acho que fica bom.

Abraços!
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« Responder #70 : 21 de Outubro de 2010, as 14:39:41 »

Oi Pessoal

Encontrei uma referência na Wikipédia mostrando que a água oxigenada pode ser usada para oxidar o percloreto.

http://en.wikipedia.org/wiki/Hydrogen_peroxide#Redox_reactions

Para funcionar direito, a reação deve ocorrer em meio ácido. Neste caso é preciso acrescentar ácido clorídrico. Daí fica:

FeCl2 + HCl + H2O2 -> FeCl3 + 2 H2O  (nenhum gás, mas dilui!)

Abraços

Eduardo
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designermx2
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« Responder #71 : 21 de Outubro de 2010, as 18:11:38 »

Ehehe... isso eu já tinha feito e testado.... realmente vira uma coisa de outro mundo, mas eu percebi cheiro forte quando fiz e não fiz mais. E olha que fiz em local aberto, com óculos de proteção, luvas, etc...
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« Responder #72 : 08 de Novembro de 2010, as 19:10:26 »

Oi Pessoal

Antes de tudo, um alerta. As reações químicas que descrevo abaixo liberam calor. Recomendo para quem for tentar que use recipientes de vidro, se possível refratário. Não use recipientes de plástico.

A grande maioria das pessoas que fazem placas de circuito impresso em casa usa percloreto de ferro como corrosivo. É um produto barato, seguro, não gera gases tóxicos e não queima a pele. A pior característica do percloreto de ferro é manchar tudo o que entra em contato, principalmente roupas. Essas manchas podem ser removidas com produtos adequados para tratar manchas de ferrugem, como o Semolim, fácil de encontrar em supermercados.

Com 100ml de solução de percloreto de ferro com concentração de 1kg/l é possível fazer uma boa quantidade de placas antes do produto perder sua capacidade de dissolver o cobre. Uma vez esgotada esta capacidade, o destino da solução normalmente é o ralo. Isso traz uma série de problemas:

1.O percloreto de ferro enfraquecido tem uma grande quantidade de cobre dissolvido, que é tóxico. Aqui entra a preocupação ecológica.

2.Mesmo fraca, a solução ainda é corrosiva. Não é mais eficaz com cobre, mas outros metais são atacados com força.

3.Jogando fora sua solução, você vai ter que sair para comprar mais.

Quero passar a diante uma dica que tenho usado já faz algum tempo com resultados ótimos. É possível recuperar a capacidade corrosiva da solução com coisas que você tem em casa!

Antes de tudo, vamos entender como o percloreto de ferro funciona. A substância vendida no mercado com o nome usual de Percloreto de Ferro é o cloreto de ferro trivalente. Existem duas formas de cloreto de ferro, o bivalente (FeCl2) e o trivalente (FeCl3). O ferro trivalente é um oxidante forte. Em contato com metais como o cobre ocorre a seguinte reação:

(I)  2 FeCl3 + Cu -> 2 FeCl2 + CuCl2

Na reação I, o cobre foi oxidado e passou a fazer parte da solução na forma de cloreto de cobre. O ferro trivalente foi reduzido a ferro bivalente e não é mais um oxidante forte. A beleza deste processo é que o cobre desaparece sem gerar gás ou outro resíduo! No entanto a concentração de ferro trivalente diminui e a solução fica menos eficaz.

Como vivemos em um planeta com uma atmosfera rica em oxigênio, podemos recuperar parte da força da solução apenas deixando-a em contato com o ar:

(II)  2 FeCl2 + H2O + O2 -> FeCl3 + Fe(OH)3

O hidróxido de ferro trivalente é aquela casca com cor de ferrugem que se forma no fundo do frasco em que guardamos o percloreto de ferro usado. Desta forma o ferro vai gradativamente sendo removido da solução na forma de ferrugem e o cobre vai entrando em seu lugar. A cor da solução muda com o passar do tempo de um marrom intenso para um verde escuro quase negro. Enquanto houver ferro trivalente em concentração suficiente, a solução poderá ser usada novamente. Por isso é bom deixar a solução exposta ao ar depois de usar, pois recuperamos parte da concentração de ferro trivalente. Normalmente eu deixo passar a noite na mesma bandeja usada para a corrosão.

Depois de alguns decímetros quadrados de cobre corroído, a concentração de ferro na solução é baixa demais para que se possa usar com eficiência. Restam duas opções: jogar no ralo a solução que agora é mais cloreto de cobre, e por isso tóxica e corrosiva para outros metais, ou recuperar a solução!

Por uma sorte, o cobre é capaz de oxidar o ferro metálico em ferro bivalente segundo a reação:

(III)  CuCl2 + Fe -> Cu + FeCl2

Para executar a reação III basta adicionar ferro metálico à solução. Coloque sua solução em um recipiente de vidro e acrescente palha de aço (Bombril). Mexer levemente ajuda a acelerar o processo. Use um bastão de vidro, madeira ou utensílio resistente a temperatura e corrosão (plástico). Não use metal!

A reação III libera grande quantidade de calor, por isso deve-se tomar cuidado. Não jogue toda a palha de uma vez. Para 100ml de solução bem usada, pode ser necessário 2 ou 3 unidades de palha. Coloque metade de cada vez e se ficar muito quente, deixe esfriar um pouco antes de por mais. O que restar de ferro trivalente na solução também será convertido em ferro bivalente. Ao final do processo você terá uma solução translúcida de cor vairando entre amarelo e verde bem claro e no fundo do frasco estará todo o cobre que você retirou das suas placas de circuito.

Agora você terá que filtrar a solução para retirar todo o cobre. Pode usar papel de filtro desses de fazer café. Para o filtro não acomatar (entupir) muito rápido, deixe a solução decantar um tempo antes de filtrar. A parte sólida pode ser jogada no lixo sem problemas. Neste momento você terá em mãos uma solução de cloreto de ferro bivalente pronta para ser oxidada a percloreto de ferro. Vamos novamente realizar a reação II.

Você pode simplesmente deixar a solução exposta ao ar por uns dias e deixar a natureza seguir seu curso. Mesmo durante a filtração é possível observar a formação de um lodo marrom claro a amarelo de Fe(OH)3 no frasco devido à oxidação do ferro. O problema disso é que à medida que a reação ocorre na superfície exposta ao ar, o hidróxido de ferro forma uma película que impede o oxigênio de se dissolver adequadamente na solução. De tempos em tempos é necessário agitar a solução para romper a película. Se deixar tempo suficiente, ela fica espessa e afunda por si só, mas outra se forma. O processo fica muito lento e o perigo de alguém derrubar o recipiente e fazer a maior anarquia aumenta.

Quem tem uma bombinha de aquário pode usar! Basta por a solução numa garrafa alta e deixar borbulhando. A reação irá ocorrer em toda a mistura e esta ficará turva em pouco tempo pela formação de ferro trivalente. Deixar ao longo da noite já é o suficiente. No dia seguinte pode filtrar e guardar, ou guardar suja mesmo.

Eu uso um agitador mecânico que fiz para mover a bandeja de um lado para outro durante a corrosão. Isso será tema de outro post. Novamente, basta deixar passar a noite na bandeja sendo agitada para obter o resultado desejado.

Nenhuma das reações que descrevi é perigosa, tóxica ou gera qualquer gás. O único perigo real é de manchar tudo a sua volta. Deve-se tomar cuidado de colocar a palha de aço na solução aos poucos e monitorar o calor gerado. Eu uso um vidro de azeitonas como recipiente para a reação e tenho um porta filtro próprio para filtrar a solução. Não recomendo usar o da cozinha devido a riscos conjugais. Não tente convencer a esposa que os produtos são seguros. Não dá certo!

Abraços

Eduardo



Muito bom visando acima de tudo, evitar futuros desastres, já que o percloreto de ferro possui um alto poder oxidante além de também economizar uma graninha...  Wink
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designermx2
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« Responder #73 : 08 de Novembro de 2010, as 19:30:54 »

Só para acrescentar, eu fiz uns testes com meu percloreto (que estava relativamente novo, já que havia corroído apenas 5 plaquinhas no todo). Fiz o processo como se estivesse velho e advinha? Tive a impressão que ele corroeu bem mais rápido. Não posso garantir, mas eu lembro que na 3 placa, eu havia levado a hora do almoço todinha (cerca de 1.30 horas). Esse eu gastei apenas 40 min com o mesmo material e uma placa até maior, mas com a solução "enriquecida".

Mas o ideal mesmo é o Eduardo falar se foi apenas impressão e que algo diferente aconteceu e realmente "enriqueceu" o processo de oxidação.
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BinhoMendes
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« Responder #74 : 08 de Novembro de 2010, as 21:34:15 »

Só para acrescentar, eu fiz uns testes com meu percloreto (que estava relativamente novo, já que havia corroído apenas 5 plaquinhas no todo). Fiz o processo como se estivesse velho e advinha? Tive a impressão que ele corroeu bem mais rápido. Não posso garantir, mas eu lembro que na 3 placa, eu havia levado a hora do almoço todinha (cerca de 1.30 horas). Esse eu gastei apenas 40 min com o mesmo material e uma placa até maior, mas com a solução "enriquecida".

Mas o ideal mesmo é o Eduardo falar se foi apenas impressão e que algo diferente aconteceu e realmente "enriqueceu" o processo de oxidação.

Nossa 1 hora e meia???  Huh?
Que tamanho é esse circuito?? Bom, quando eu fiz um circuito da faculdade... que é maior que o dos pedais... levou meia hora...
Mas de qualquer forma, é bom aquecer o percloreto de ferro, diminui bastante o tempo da corroção...
 Wink
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